Campo Bom – Iniciou nesta segunda-feira (5), e segue até o dia 31 de maio, no Espaço Cultural Dr. Liberato, em Campo Bom, a exposição “Caminhos das Águas, a enchente e o despertar de uma consciência planetária”. A curadoria é do Centro de Educação Ambiental (Cemea) Nestor Weiler e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 18h e, aos sábados, das 9h às 12h.
O diretor pedagógico do Cemea, Mogar Damasceno Miranda, explica que a ideia da mostra sobre a enchente foi resgatar as memórias e não deixar que esse período, enfrentado por todo o Rio Grande do Sul, se apagasse no tempo. “Tivemos o trabalho de procurar nos jornais e canais oficiais as principais manchetes e fizemos uma cronologia do estado, região e aqui da nossa cidade. Também buscamos narrativas, junto com os alunos do centro ambiental, pensando no papel da educação em relação a esses problemas climáticos”, detalhou o professor, citando, ainda, que os alunos fizeram um trabalho de campo, visitando a beira de arroios.
“Além de resgatar as memórias, a gente passa, então, a refletir mais profundamente sobre qual o papel da educação frente a tudo isso, reorganizando os projetos, com alunos indo in loco, ver como ficou a situação”. E, pensando no presente e futuro, o Cemea busca conscientizar os estudantes e também ensiná-los a viver em meio à natureza.
Detalhes tocantes
Um dos detalhes que chama a atenção na exposição são itens infantis repletos de barro, como um tênis e brinquedos. De propósito, o material não foi limpo justamente para trazer à realidade para a mostra dos alunos. Também há itens de adultos, como chinelos.
Multiplicadores do conhecimento
O trabalho foi desenvolvido pelos alunos do contraturno do Cemea, que são estudantes dos 4 aos 15 anos. “Nosso objetivo é de que eles sejam multiplicadores do projeto. Eles foram os pesquisadores e nossa ideia é que as escolas se aproximem cada vez mais da natureza, assim como dos assuntos das cheias e as questões climatológicas. Como a criança vai entender tudo se ela não tiver a natureza perto dela?”, disse Mogar. Para tanto, ele cita que existe um projeto para qualificar cada vez mais o pátio das escolas. “Tornar as escolas mais verdes, para que possam se relacionar ecologicamente com a natureza. Resumindo, a gente trabalhou o que aconteceu na enchente e também toda a reflexão sobre a importância da vivência com a natureza”, completou.





















































