Campo Bom – Uma vida dedicada à terra: a parceria que fortaleceu a produção rural. No bairro Quatro Colônias Norte, a história de Max de Souza, 45 anos, e Vanderlei Meurer, 47, é um exemplo de como a dedicação à terra e a parceria podem transformar desafios em conquistas. Amigos há mais de 20 anos, foi em 2020, em meio à pandemia, que a colaboração entre eles se fortaleceu e ganhou novos rumos, impulsionando a produção agrícola local.
“Essa parceria já existia, mas foi durante a pandemia que percebemos a necessidade de expandir. Sempre tivemos aptidão pela agricultura, algo que aprendemos com nossos pais. A pandemia trouxe desafios e demandas que nos uniram ainda mais. Decidimos, juntos, aumentar a produção e levar produtos de qualidade ao consumidor”, conta Max, que deixou a função pública para se dedicar integralmente ao campo.
A propriedade, que abrange cerca de 6,5 hectares de terra, é uma verdadeira diversidade de culturas: hortaliças como alface, rúcula, beterraba e repolho, além de cereais, feijão, milho, aipim e cítricos. Vanderlei, que nasceu e cresceu no local, relembra, com carinho, o início de sua paixão pela terra, ainda na infância. “Meu pai me deu uma ‘enxadinha’ aos oito anos e disse: ‘De manhã você estuda, à tarde vai para a roça’. Desde então, aprendi a amar o trabalho no campo, e hoje não troco essa vida por nada”.
Atualmente, a produção não apenas abastece feiras e escolas, mas também é um exemplo de como o trabalho em equipe, aliado à resiliência e à tecnologia, pode fazer a diferença no campo. Para o futuro, Max e Vanderlei esperam seguir cultivando a terra e, quem sabe, passar essa paixão para as próximas gerações.
Adversidades e desafios
O ano de 2024 foi marcado por um momento difícil: uma chuva de granizo devastou grande parte da plantação, no final de setembro. Porém, como explica Max, o episódio serviu de motivação para recomeçar. “Foi um período de muita dor, mas decidimos usar isso como força. Aumentamos a área cultivada e investimos em melhorias para superar as adversidades”, pontua.
Por Kainã Bohn




















































