Campo Bom – Com a chegada da indústria na região, na década de 50, Campo Bom foi pioneira em alguns segmentos. O surgimento das olarias, antes mesmo do tão mencionado calçado, colocou a cidade no mapa industrial do Estado.
Foi então que, em meados de 1955, Ivo Ritter fundou a olaria Irmãos Ritter, em sociedade com o irmão. Atualmente denominada Cerâmica Ritter, a empresa é administrada pelos filhos de Ivo: Jorge (foto acima), Eduardo e Walter, e conta com cerca de 20 colaboradores.
Com saudosismo e orgulho, Jorge relembra de quando começou a acompanhar os passos do pai, na década de 60, com apenas 12 anos, e das muitas construções feitas utilizando os tijolos produzidos pela empresa. “A Catedral São Luiz, em Novo Hamburgo, foi construída com tijolos feitos pelo meu pai. Na época, ainda, (os tijolos) eram transportados de barco. Além disso, também fornecemos para a Fenac, para a construção do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, em meados de 1967. Mais tarde, fiz tijolos para a construção da Arena do Grêmio e para a reforma do Beira-Rio”, pontua.
O oleiro menciona, também, sobre a resiliência da empresa após enfrentar a maior enchente da história, em maio do ano passado. O nível de água dentro da olaria chegou próximo de 1,70m, atingindo maquinários e interrompendo temporariamente a produção. “Tivemos que reformar totalmente nosso escritório e perdemos alguns equipamentos da produção”, comenta. Felizmente, a adversidade foi superada e a Cerâmica Ritter voltou à produção, garantindo a qualidade e a eficiência dos tijolos confeccionados.
Processo de produção automatizado
Juntamente com a evolução de inúmeros processos de produção, a Cerâmica Ritter também se aperfeiçoou. A argila entra na máquina e é moldada automaticamente, saindo como tijolo. A última etapa é a secagem no forno, de 85m de comprimento, aquecido a cerca de 800ºC, por cerca de 26 horas.
Por Mairan Pacheco





















































