Araricá – Desde o início do ano, Araricá passou a contar com o serviço de distribuição de água tratada por meio da concessionária Araricá Saneamento, responsável pelo sistema de abastecimento. Até então, a cidade dependia de poços artesianos para o fornecimento de água às residências. Em setembro, o Grupo Repercussão noticiou que cerca de 30% dos imóveis recebiam água tratada pela rede pública 24 horas por dia, com interrupções apenas para manutenção.
Nas últimas semanas, moradores do Loteamento Nova Avenida, no bairro Azaleia, relatam dificuldades no abastecimento, problema que persiste por vários dias. A situação ocorre com mais frequência nos fins de semana, quando a pressão da rede diminui. Para contornar a escassez, famílias têm armazenado água da chuva ou buscado em Sapiranga, a 10 quilômetros de distância, em casos extremos e pontuais.
Moradores afirmam que tentaram contato com a concessionária, mas não obtiveram retorno imediato. Por sua vez, a empresa argumenta que tomou conhecimento da situação e teria resolvido o caso horas após a comunicação dos problemas.
Outra dificuldade da concessionária são as redes que se rompem constantemente. Por se tratar de um Loteamento com relevo elevado, a companhia constatou a necessidade de instalar equipamentos chamados de boosters (uma espécie de bomba). Ainda existe queixa da água voltar turva em circunstâncias de rompimentos de redes. Assim, um abaixo-assinado será encaminhado ao Ministério Público cobrando soluções.
A Araricá Saneamento reconheceu os ajustes necessários e afirmou estar trabalhando para estabilizar o abastecimento. De acordo com a companhia, no caso específico do Loteamento Nova Avenida, construído anos atrás, foi constatado que as redes locais precisam ser revisadas e podem necessitar de investimentos em melhorias hidráulicas. Esta situação herdada pela concessionária impacta a pressurização da rede e pode gerar oscilações no fornecimento.
Escassez de água afeta comunidade
Diante da situação, a população tem buscado alternativas para lidar com a falta de água, por exemplo, colocando baldes para armazenar água da chuva, utilizada para lavar louça ou dar descarga. Em algumas situações, chegaram a pegar água em um banhado próximo apenas para limpar calçadas ou manter a higiene mínima em casa.
A Araricá Saneamento alega que tem trabalhado de forma contínua para localizar e corrigir vazamentos ocultos que, em momentos pontuais, têm prejudicado o fornecimento de água em alguns pontos isolados do município.
“Quando a água volta, fica apenas cerca de 15 minutos a 20 minutos, e logo acaba. Às vezes, a pressão é insuficiente, então é preciso deixar o registro sempre fechado. No nosso grupo de moradores, todos ficam checando uns com os outros se a água voltou ou não, tentando se organizar diante desse instabilidade” relatou Jorge Luis Keller morador do Loteamento Nova Avenida.
“Nos últimos dias, tivemos que usar água da chuva para lavar louça e o banheiro, tomar banho e lavar roupas na casa da minha mãe, em Sapiranga. A água potável para beber trouxe da casa do meu sogro. Foi uma situação bastante complicada” destacou Giovana Jungüitu, moradora Loteamento Nova Avenida.




















































