Igrejinha – Mesmo em uma festa marcada pelas tradições germânicas, a cultura gaúcha também tem seu espaço garantido na Oktoberfest de Igrejinha. Entre os representantes estão o CTG Sentinela da Tradição e o CTG Os Tauras da Colina, que há anos participam do evento levando danças, gastronomia e a essência tradicionalista para o público.
O Sentinela da Tradição é presença confirmada desde a primeira edição da festa. No estande do grupo, o churrasco é o grande destaque, preparado por assadores caracterizados com as vestimentas típicas do gaúcho, bombacha, lenço e chapéu. Além da gastronomia, o CTG também participa com apresentações de dança, como a tradicional dança do Pau de Fitas, uma das mais representativas da cultura regional.
O CTG Os Tauras da Colina marca presença na Oktoberfest desde 2011. O grupo começou junto ao Rancho do Chimarrão e, atualmente, conta com estande próprio, onde oferece seu tradicional cardápio, espetinho de frango e pancho. Além disso, apresenta ao público coreografias que valorizam a história e a identidade da região.
Neste ano, uma das novidades é uma apresentação inédita sobre a história do calçado em Igrejinha, que estreou na etapa inter-regional do Enart 2025.
“A gente participa desde a primeira Oktoberfest. Foi o prefeito da época que elaborou o projeto e ofereceu às entidades trabalharem, para arrecadar uma verba. Além da Oktober, trabalhamos o ano todo, temos projetos culturais e uma parceria muito especial com a Apae”, destacou a diretora artística do CTG Sentinela da Tradição, Márcia Goreti da Silva.
“Estamos com uma coreografia linda sobre a história do calçado em Igrejinha. O Tauras vem trabalhando forte nas categorias iniciante, mirim e juvenil, com ensaios cada vez mais focados na dança tradicional. E a invernada adulta que se destaca pelo Estado”, destacou Luciano Silva da Rosa, instrutor de dança do CTG Os Tauras da Colina.
A integração dos CTGs com a Oktoberfest é um exemplo vivo da riqueza cultural que marca o povo gaúcho. Nas danças tradicionais, nos acordes da gaita e nas rodas de conversa, é possível perceber a valorização das raízes. Além de celebrar a colonização alemã, a festa se transforma em um ponto de encontro entre diferentes identidades culturais que compõem o Estado.

















































