País – A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) publicou, por meio das redes sociais, críticas à direção nacional do próprio partido, ao questionar os critérios adotados para a distribuição de recursos da sigla entre os pré-candidatos, nesta terça-feira (23). O PSol vai receber, nesta eleição, R$ 131 milhões do Fundo Eleitoral para financiar campanhas por todo o país.
Na publicação, a parlamentar afirmou que a ex-deputada Manuela D’Ávila, “que acabou de chegar” teria previsão de receber mais que o dobro do que ela. Também, disse que o presidente da federação PSol-Rede, Juliano Medeiros, teria prioridade equivalente à dela na divisão de verba.
Além disso, destacou, no post, que a presidência do PSol não estaria cumprindo acordo firmado com a corrente interna Revolução Solidária, da qual ela faz parte, assim como Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Erika ressaltou que decidiu não migrar para o PT para ajudar o PSol a superar a cláusula de barreira, regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que restringe o acesso a direitos, como verba e tempo de TV para partidos, conforme percentual de deputados eleitos.
A deputada federal disse, também, que “fazer campanha no nosso país não é igual para todos”. “Sou uma deputada negra e travesti. Para viajar São Paulo, maior estado do país, puxando votos, preciso de uma logística imensa e de um esquema de segurança fortíssimo. Nossos corpos correm riscos que a burocracia do partido não pode simplesmente ignorar, com o risco de inviabilizar nossa pré-candidatura à reeleição, rebaixar o máximo potencial dos nossos votos… e colocar em risco nossa integridade física”, declarou.

















































