Campo Bom – Um homem foi preso pela Polícia Civil acusado de estuprar um menino de 4 anos em Campo Bom. O acusado é motorista de uma van escolar particular e cometeu o crime com um dos meninos que ele transportava para uma escola de educação infantil do município.
Ao invés de chegar logo cedo pela manhã, a criança foi entregue somente por volta das 12 horas na unidade de ensino. A equipe da escola estranhou a situação e entrou em contato com a mãe do menino, que logo foi até a escola para buscá-lo.
Para a mãe, ele contou o ocorrido e a família registrou ocorrência da Delegacia de Polícia.
De imediato, o menino foi encaminhado para o Hospital Lauro Reus, em Campo Bom, e exames confirmaram a violência sexual. A Polícia Civil identificou o motorista e, com o pedido de prisão preventiva autorizado pelo Judiciário, prendeu o acusado, que também reside em Campo Bom. Ele segue na cadeia. O crime e prisão ocorreram há duas semanas.
Em contato com a redação, o delegado Rodrigo Câmara, que responde pela delegacia campo-bonense, disse que não pode repassar informações em razão de decisão da Associação dos Delegados.
VAN E MOTORISTA ESTAVAM EM SITUAÇÃO REGULAR
O menino vítima da violência sexual estava em fase de adaptação na escola infantil. Conforme informações da Secretaria de Educação, o motorista chegou com o menino às 11h45, sendo que buscou a criança na casa dela às 6h50. “A diretora estranhou o horário que ele chegou com o menino e questionou o motorista. Ele relatou que a van havia estragado e, por isso, o levou para sua casa. A diretora desconfiou e ligou para a mãe”, conta a secretária de Educação, Simone Schneider. “Ao indagar a criança, ela acabou contando tudo. A diretora e a mãe foram na delegacia”, disse a secretária.
A van fazia serviços particulares para as famílias e, conforme a prefeitura, está legalizada, com alvará e o motorista não possuía antecedentes criminais. O Conselho Tutelar e o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente estão prestando apoio à família e também levaram o caso ao Ministério Público. “O menino, neste momento, está em acompanhamento com profissionais de saúde e, por enquanto, está em casa. A orientação é de que ele seja matriculado, assim que liberado, na escola mais perto de casa, para não precisar mais de transporte”, explica a secretária.
Contraponto – Em contato com a redação, a mãe da criança informou que o registro da ocorrência foi feito por ela e pelo Conselho Tutelar, não pela direção da escola.
EM TEMPO – Respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, não estamos divulgando maiores informações sobre o bairro e escola que envolvem a ocorrência.


















































