Região – Empresas de diversos segmentos instaladas ao longo da RS-239, no trecho entre Campo Bom e Riozinho, vivem um dilema em comum: conseguir preencher todas as vagas de emprego. Além de todo esforço para que as empresas e indústrias dos mais diferentes ramos continuem prosperando, empresários dos vales do Sinos e Paranhana procuram formas de atrair mais colaboradores, seja com salários acima da média ou com a oferta de auxílios, como alimentação e transporte.
Ao longo da rodovia é possível ver, por exemplo, faixas anunciando as vagas, como da empresa Superior Transportes, que tem sede no Espírito Santo e uma unidade na RS-239, em Campo Bom. O gerente regional, Marcelo Maciel, explica que as faixas chamam para as vagas de motorista de carreteiro para atuar a nível Brasil. “Sabemos que muitas empresas na rodovia estão com essa mesma dificuldade. Nós, temos muita dificuldade de conseguir motorista com experiência que permaneça no trabalho”, disse ele, explicando que motoristas mais jovens muitas vezes não aguentam a demanda de trabalhar cerca de um mês fora de casa. “Os mais jovens, normalmente, estão acostumados a ficar dois dias fora de casa. Como nossas rotas são nacionais, o motorista fica de 25 a 30 dias longe de casa. Para os motoristas que tem experiência, que muitas vezes passaram uma vida inteira viajando, agora querem algo mais perto, até porque muitos têm netos, querem estar mais perto da família”, pontuou.
O gerente regional explica que somente pode contratar com experiência em carreta. “Não podemos arriscar. Para essa função, está, sim, faltando mão de obra, profissional que opte em viver essa rotina”, completou.
MAIS DE 20 COLABORADORES EM RIOZINHO
Na Dinâmica Distribuidora, também em Campo Bom, por exemplo, há 5 vagas de ajudantes, 2 de motoristas, 2 de auxiliar depósito e 12 para depósito à noite. Em Riozinho, as duas empresas do Grupo Inovar, que ficam localizadas na RS-239, uma no Centro e outra logo no acesso à cidade, precisam de, pelo menos, 20 colaboradores para montador de esquadrias e serviços gerais.
“Não tem mão de obra em Riozinho. Quando sai um funcionário de uma empresa, e a gente sabe que a pessoa trabalha bem, já tentamos contratar. Para atrair o funcionário, a gente mantém o salário em dia, assim como uma faixa maior de salário. Hoje, precisaria 10 funcionários a mais em cada uma das empresas, está bem complicado, não tem funcionários”, disse o proprietário Adriano Bauer, citando, ainda, que “tem muita gente ganhando seguro-desemprego, bolsa família, isso eu acredito que também dificulta um pouco. Em Riozinho, que é um município pequeno, há vaga para mais de 300 pessoas”.


















































