Campo Bom – Mesmo diante das inúmeras adversidades, ela ainda sonha em proporcionar uma vida um pouco mais tranquila e confortável à sua família.
Aos 66 anos de idade, e impossibilitada de trabalhar desde 2018 devido a uma deficiência visual, dona Eloir Rosário dos Santos Alves precisa de ajuda para construir a tão sonhada casa própria. Com esperança, e muita simplicidade, ela conta com a solidariedade das pessoas para conquistar um lar, o seu lar.
Há alguns dias, o Grupo Repercussão visitou dona Eloir em sua casa. Uma residência alugada, em Campo Bom. Lá, ela compartilhou a sua história e reforçou o pedido de ajuda. Orgulhosa, contou que, quando ainda tinha condições de trabalhar, juntou dinheiro e, com muito esforço, comprou um terreno no bairro Da Canoa, em Araricá. Também comprou alguns materiais, para dar início à construção da moradia, como tijolos, areia, brita e cimento.
Agora, conta com a solidariedade das pessoas para erguer a residência, a partir de mão de obra voluntária. Dona Eloir diz que também faltam portas, janelas, as louças do banheiro e os materiais para a parte elétrica, por exemplo. “Já fui atrás de pedreiro, mas infelizmente não tenho condições de pagar”, lamenta a moradora.
Cuidados com a mãe
Eloir mora com a filha Marilei Alves, 35 anos, e a neta Valentina Martins, 4 anos. Elas se mudaram para Campo Bom em 2024, após perderem tudo onde moravam, em Sapiranga. Marilei também tem problema de visão, no entanto, é ela quem dá suporte para a mãe. “Dependo dela para tudo”, conta Eloir, reforçando que a filha não pode trabalhar devido à sua saúde e aos cuidados com ela.
Sobre o problema de visão
Em 2014, Eloir foi vítima de um acidente de trabalho. Na queda, sofreu uma lesão da cabeça. Segundo ela, os médicos atribuem a perda da visão, que começou em 2017, a este fato. Ela conta que perdeu totalmente a visão do olho direito, e com o esquerdo, enxerga apenas vultos.
Sua renda mensal, atualmente, é de apenas R$ 900 reais, provenientes da aposentadoria. Ela conta que não recebe o valor integral pois foi vítima do golpe do empréstimo consignado. Quase metade do valor vai para os seus remédios. Depois, ainda há gastos fixos com aluguel, água, luz e comida. Segundo ela, a filha Marilei também faz uso de medicamentos, logo, as dificuldades enfrentadas por elas e pela neta são significativas.
Doações de móveis e alimento
Elas também precisam de sofá, fogão, forno, máquina de lavar e colchão. Marilei e Valentina dormem em uma cama de solteiro. Elas também não têm televisão. “Não conseguimos comprar, é muito caro”, comenta Marilei, contando que sua única renda é o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Quem quiser ajudar, pode entrar em contato pelo telefone (51) 99668-1255.


















































