A história do handebol feminino só começou a se impor para o mundo em 1976, quando foi oficialmente introduzido nos Jogos Olímpicos de Montreal. De lá para cá, tivemos a criação da Confederação Brasileira de Handebol (1979), o título de campeão nos Jogos Pan-Americanos do Canadá (1999) e a vitória no campeonato Mundial Feminino de Handebol (2013), na Sérvia.
Como prática saudável, o handebol sempre esteve presente nos currículos de Educação Física, mas nem sempre ultrapassava os muros das escolas. Nesse contexto, a trajetória de Luisa Albineli é o reflexo de um talento lapidado com disciplina e resiliência dentro do handebol gaúcho.
Luisa, 22 anos, nasceu em Novo Hamburgo, mas morou durante toda infância em Sapiranga, onde iniciou sua jornada esportiva ainda criança, aos oito anos de idade, no Duque – Centro Sinodal de Ensino Médio de Sapiranga. Foi nesse colégio que a jovem foi apresentada ao handebol e se tornou um prodígio na sua categoria, logo chamando a atenção da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo (SGNH). “No Duque, joguei nas categorias pré-mirim, mirim e infantil, conquistando campeonatos como os Jogos Escolares e os Jogos Luteranos”, disse Luisa sobre sua passagem pelo tradicional colégio.
Já na SGNH, clube que defendeu entre os anos de 2016 e 2018, Luisa passou a disputar competições estaduais, nacionais e internacionais, conquistando campeonatos gaúchos, Copa Mercosul e bronze no Brasileiro de Clubes Cadete. Isso ao longo da sua passagem pelas categorias infantil, cadete e juvenil do clube de Novo Hamburgo. Isso foi só o começo.
Antes de carimbar o passaporte para a Europa, Luisa construiu uma carreira respeitada no Brasil. Após se destacar nas categorias de base da SGNH, em 2019, a gaúcha foi para o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (SP), onde ficou até o fim de 2022. Em 2023, aceitou a proposta de defender as cores do Nacional Handebol (SC) e, no ano seguinte, voltou ao RS para jogar pelo AECB Campo Bom (RS). “Foi difícil ter que deixar de lado os estudos por um tempo para poder viver o handebol profissional, mas foi um período em que evoluí muito e disputei grandes competições no cenário do esporte”, disse Luisa.
Em 2025, a atleta voltou para São Paulo, contratada pela Ser Unimed Sorocaba (SP). Seu desempenho chamou a atenção do mercado europeu, culminando em sua transferência, ao final da temporada, para o Pallamano Mezzocorona, clube da elite do handebol italiano.
A rotina de Luisa, na Itália, é a de uma atleta de elite que vive o esporte em tempo integral. Os treinos táticos são de segunda a sexta-feira, com folga na quarta-feira. Nas terças e quintas-feiras, dois treinos por dia. Com jogos quase em todos os finais de semana, para manter o alto nível exigido, os treinos físicos são diários.
Viver e jogar fora do Brasil é um desafio que Luisa encara com maturidade. Além da barreira do idioma e da distância da família, a adaptação ao estilo de jogo europeu foi o maior teste. “A experiência está sendo incrível, fui muito bem recebida por todos e a cidade é bem legal. Faz pouco tempo que cheguei, ainda estou me adaptando à língua. Mas estou vivendo tudo da melhor maneira possível e buscando aproveitar cada momento, viver o máximo da experiência. Estou muito feliz de viver essa oportunidade através do handebol”, completou.
Com a garra característica das atletas brasileiras, Luisa segue escrevendo seu nome na história do esporte, provando que o handebol feminino tem o fôlego e talento para conquistar novas gerações.



















































