Campo Bom – São diversos personagens que podem constituir a imagem de sucesso, respeito e evolução de uma determinada cidade. No esporte, essa premissa pode ser colocada no topo de um pódio, e em Campo Bom, essa história se repete há várias décadas, cada vez mais depressa.
A Liga Campobonense de BMX, (LCBMX) foi fundada em 1987 pelos amigos Marcelo Dreyer e Antônio Carlos Frantz, o Carlinhos. Os amigos se aproximaram do esporte em São Leopoldo, reivindicaram uma pista junto à Prefeitura de Campo Bom, e conseguiram a construção de uma. Na gestão de Karl Heinz Koppitke, o local inaugurado se chamava de Campo Bom Bicicross Clube.
Com a evolução do esporte na cidade, novos atletas surgiram e a participação em campeonatos pelo Brasil e até mesmo no exterior, inclusive com as pedaladas de Carlinhos, abriram espaço para novos talentos. Atualmente, um dos destaques da equipe é Gustavo Corrêa Wecker, um campo-bonense de coração.
Diferente de Carlinhos, ele não nasceu na cidade, mas desde 2012 mora em Campo Bom, e em 2014 se uniu a LCBMX. Campeão brasileiro em seis oportunidades, ele colocou o nome do município do topo do bicicross pela última vez em 2024, na categoria Sub-23, depois de vencer a somatória final em Curitiba (PR).
Explosão do esporte na cidade e momentos do título de Gustavo
“Acredito que o bicicross de Campo Bom deu uma alavancada no modo geral em 1991, quando Campo Bom promoveu o Pan-Americano. Chile, Argentina, Paraguai, Cuba, enfim, todos os países da América Latina participaram. Foi um mega evento”, cita Antônio Carlos, sobre sua visão de quando o esporte e a cidade começaram a, juntos, ampliarem sua popularidade.
Campo Bom e BMX obtiveram um novo momento de destaque no ímpeto de Gustavo, em 2024. “Estava treinando desde o início do ano para essa competição, mas eu sabia que para mim seria muito difícil porque eu não tenho muitas horas vagas para treinar. Na minha cabeça já estava bom ficar em 3º”, explica ele, sobre o resultado necessário para renovação do Bolsa Atleta.
A prova final, onde Gustavo precisava do 1º lugar para ser campeão, e que os dois primeiros na colocação geral concluíssem a etapa decisiva em 8º e 7º foi cheia de reviravoltas. “Larguei por fora, fiz a primeira curva em 4º e pensei: ficando em 4º na bateria ficaria em 3º (geral), vou segurar, aqui. Na última curva, o 1º colocado cai, o que estava em 1º geral, derrubou o 2º e o que estava em 3º também acabou caindo; abriu as portas para mim na chegada”, conta, completando que a confirmação do título veio através de um parceiro de título. “Foi uma sensação inexplicável, não consegui acreditar, não caiu a ficha na hora”.
“Cidade maravilhosa” e novas gerações
Para a dupla de atletas, o sentimento pelo município é de muita admiração. “É uma cidade maravilhosa. Estudei desde o 2º ano do fundamental, (no) Rui Barbosa e depois Ildefonso, jogava bola no Parcão, basquete. Para mim é uma cidade maravilhosa”, diz Gustavo.
Carlinhos, por sua vez, acompanhou a evolução do município ao longo dos anos, e dá sua perspectiva. “O esporte te proporciona isso, tu acabas visitando vários lugares e fazendo uma leitura de tudo, lado bom e ruim. Mas eu, posso dizer com muita segurança, que não trocaria Campo Bom. Pela segurança, espaço público, pela cidade, a nível de interior, muito bem projetada, evoluída, cada vez mais.
A sintonia entre BMX e Campo Bom segue aflorada. Hoje, a LCBMX possui o projeto social Escolinha de Bicicross, onde cerca de 50 crianças e adolescentes participam de forma gratuita. A iniciativa, além de oferecer a prática do esporte, dá a chance aos pequenos campo-bonenses de representar o município mundo a fora.
Por Bruno Morais





















































