Campo Bom – Uma experiência desenvolvida na Emei Pastor Waldemar Ramão, de Campo Bom, transformou o desperdício de alimentos em tema de aprendizagem para as turmas de Nível 4, dentro do trabalho de Educação Fiscal e Financeira na Educação Infantil.
A proposta começou a partir da observação das sobras nas refeições e foi organizada pela professora Talita Halberstadt, unindo educação alimentar e exploração do cardápio como gênero textual. As crianças analisaram o cardápio da escola, participaram de rodas de conversa e produziram um cardápio próprio, refletindo sobre escolhas saudáveis e a quantidade adequada de comida no prato. Com o avanço das ações, os alunos passaram a se servir em porções menores e repetir quando necessário.
Para Franciéle Rocha, responsável pelo projeto de Educação Fiscal e Financeira na Educação Infantil, a iniciativa amplia boas aprendizagens do cotidiano. “O desperdício de alimentos durante as refeições é uma oportunidade de reflexão junto das crianças, abordando de forma significativa e diária o valor dos recursos, o cuidado com aquilo que é coletivo e a importância de evitar desperdícios”, destaca. A proposta terminou com uma refeição ao ar livre.
A mudança também aparece nos registros de sobras alimentares da escola. O controle, preenchido para o Departamento Municipal de Nutrição de Campo Bom e referente às turmas de Nível 3, Nível 4, Pré 1 e Pré 2, apontava 14 quilos e 582 gramas de desperdício em abril, quando o projeto teve início. Em maio, o volume caiu para 13 quilos e 751 gramas.
Com a continuidade das ações, o índice chegou a 6 quilos e 884 gramas em julho. Apesar de ter começado com o Nível 4, o trabalho passou a alcançar outras turmas e mobilizou a comunidade escolar. A redução registrada no conjunto das turmas demonstra que a reflexão sobre o aproveitamento dos alimentos ultrapassou o grupo que iniciou a proposta.
A escola também expôs os cardápios produzidos pelas crianças no refeitório, espaço de circulação coletiva, ampliando a visibilidade da iniciativa. Assim, a experiência dos estudantes deixou de ser restrita à sala de aula e passou a fazer parte do cotidiano coletivo da instituição.
Mais do que falar sobre economia, o projeto de Educação Fiscal e Financeira oportuniza experiências para que as crianças percebam que suas escolhas e atitudes contribuem para uma sociedade mais consciente, responsável e sustentável”. Franciéle Rocha, resp. projeto Educação Fiscal e Financeira.
Esse resultado é muito significativo, pois demonstra que uma ação pedagógica simples, quando vivenciada de forma contínua, pode gerar mudanças concretas na rotina escolar e contribuir para a formação de crianças mais conscientes e responsáveis”. Fabiola Knecht, diretora da escola.
Para mim, o resultado foi muito significativo, pois mostrou que as crianças podem compreender questões do cotidiano e transformar suas atitudes quando têm espaço para conversar, refletir e participar. A proposta gerou mudanças concretas”. Talita Halberstadt, professora responsável.

















































