Nova Hartz – Um projeto desenvolvido por alunos da Emef Bernardo Lemke, de Nova Hartz, chegou à etapa nacional do Desafio Liga Jovem, competição promovida pelo Sebrae e pelo Instituto Ideias do Futuro. A equipe, formada por alunos do 8º e 9º ano, conquistou o primeiro lugar na etapa estadual e agora se prepara para apresentar o trabalho em Brasília, nos dias 29 e 30 de novembro.
A iniciativa começou em 2024, a partir de dúvidas sobre o feminicídio. Ao longo dos anos, ampliaram a pesquisa para temas como violência doméstica e sinais de relacionamentos abusivos, com foco na realidade da região. Além da criação do FemProtect, um controle para acionar socorro e imobilizar o agressor, os alunos precisaram pensar em custos e comercialização. Para a professora Denize Groff, o processo ajuda a desenvolver habilidades que podem ser levadas para o futuro profissional. “A proatividade é uma das competências que a gente desenvolve com esse tipo de desafio”, destacou.
A equipe é formada por Isabelli de Lima, Maria Rubert e Lavinía Becker, do 8° ano, e Enzo Coimbra do 9° ano, que são orientados pela professora Denize.
O FemProtect foi pensado para ser pequeno e fácil de carregar. O primeiro botão aciona um alerta sonoro para chamar a atenção em uma situação de risco. O segundo libera uma tinta UV, invisível a olho nu, que pode auxiliar na identificação do agressor. Já o terceiro envia um SMS de emergência, sem necessidade de internet, desde que haja sinal de telefonia.
O FemProtect começou como uma estrutura simples de papel e, desde então, passou por melhorias. O desenvolvimento ganhou o apoio do Sebrae, do Elmo Social e do IFSUL. A instituição federal participa por meio de um trabalho de extensão coordenado pelo professor Alexandre Trevisan, com a colaboração de um aluno do 3º ano do curso técnico integrado de Eletromecânica.
A proposta é desenvolver um dispositivo de baixo custo e pequeno, que possa ser carregado no bolso, na bolsa ou utilizado como chaveiro. A equipe também trabalha na estruturação do modelo de negócio, considerando custos de produção, público-alvo e possibilidade de comercialização. Para os estudantes, o desafio une pesquisa, tecnologia e empreendedorismo na busca por uma solução complementar aos mecanismos já existentes de proteção às mulheres.
Tenho muito orgulho dos meus alunos. Temos diversos projetos acontecendo todos os anos na escola, mas sempre há aqueles que querem algo a mais das feiras científicas. Esse desafio traz uma proposta diferenciada, de empreendedorismo tecnológico no ambiente estudantil”. Denize Groff, professora.
Me sinto muito feliz e ansiosa com isso. A gente fez o projeto para conscientizar as mulheres e não imaginava que chegaríamos a Brasília para uma competição nacional. Agora estamos com muita vontade de aprender cada vez mais e ir mais longe”. Lavinía Becker, aluna.
















































