Campo Bom – Na manhã de sexta-feira (26), a Câmara de Vereadores de Campo Bom sediou uma reunião de atualização sobre o projeto do Porto Meridional, em Arroio do Sal, que reuniu parlamentares estaduais, senadores, técnicos e lideranças regionais. Organizada pela Frente Parlamentar em Apoio ao Porto Meridional, presidida pelo deputado Issur Koch, o encontro teve como foco apresentar os avanços do projeto, esclarecer pontos do licenciamento e aproximar municípios, produtores e o setor logístico.
Durante a reunião, representantes da DTA Engenharia detalharam o novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) já protocolado no Ibama e as complementações solicitadas, explicando que essa etapa é inerente ao processo de licenciamento ambiental. O senador Luiz Carlos Heinze enfatizou que o Porto Meridional será um marco para o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul, com capacidade estimada de movimentar entre 50 a 53 milhões de toneladas por ano, gerando milhares de empregos diretos e indiretos.
O governador Eduardo Leite declarou utilidade pública para as obras, garantindo segurança jurídica ao empreendimento, sem dispensar o licenciamento ambiental e exigências da Lei da Mata Atlântica. As obras podem começar em 2026 e operar em 2028 ou 2030. Também foram debatidas vias de escoamento e o papel estratégico do porto para os vales.
Lideranças destacam impacto do projeto no Estado
“O Porto Meridional dará protagonismo à região, reduzindo custos logísticos e de seguro. Ganharemos tempo no escoamento e competitividade internacional, fortalecendo o desenvolvimento local”, destaca Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom.
“É um projeto de grande impacto, que avança bem no Ibama. Já foram feitas correções e adequações, e acreditamos que até o fim do ano teremos liberações para que a obra avance em 2026”, frisa Issur Koch, deputado estadual.
“A obra é fundamental para a região, pois garante desenvolvimento além do turismo. Com o porto, saímos da dependência de Rio Grande e Santa Catarina, com acesso mais ágil e estratégico”, comenta Juliano Borges, vice prefeito de Nova Hartz.
Perspectivas do porto
O Porto Meridional deverá ocupar área de 5 milhões de m² em Arroio do Sal, com estrutura para receber navios de grande porte e conexão a corredores logísticos do Estado. A expectativa é de que o empreendimento diversifique a matriz portuária gaúcha, reduza custos de transporte para agro e indústria, fortaleça exportações e impulsione turismo e renda no Litoral Norte e regiões vizinhas. A longo prazo, a obra deve estimular novas cadeias produtivas e consolidar o Rio Grande do Sul como protagonista logístico.


















































