Campo Bom – Desde a infância, ela cultiva o desejo por fotografar momentos e transformá-los em lembranças reais. Isso, junto do aperfeiçoamento e da constante evolução, fez com que Maria Eduarda Naibert Pandolfo, de apenas 18 anos, chegasse até os palcos do Festival de Cinema de Gramado, que inicia nesta quarta-feira (13) e segue até o próximo dia 23.
Assim como a fotografia, a criação de roteiros e viagens pelo imaginário, também despertam o interesse de pôr no papel e transformar ideias em algo visual. Entre outras experiências com vídeos do tipo POV (sigla em inglês que significa “ponto de vista”), nasceu, enfim, o seu primeiro curta-metragem, chamado “E se”.
O curta ganhou vida a partir de um projeto escolar chamado “Outros Olhares”, realizado há anos na Escola de Aplicação Feevale, com os alunos do 2º ano do Ensino Médio. Nele, surgiu a proposta de escolher um conto de Machado de Assis e criar, então, o curta-metragem inspirado na obra. A estudante optou pelo conto “Uns Braços”.
Com uma gravação de quatro dias, intercalando entre cenas na cafeteria e outras em sua casa, surgiu o projeto. Com ele, nasce a principal mensagem da autora: mostrar que as pessoas não devem ter medo de tentar. “Todos os dias enfrentamos situações em que temos que arriscar; às vezes conseguimos, às vezes não, e tudo bem. Mas se você não tentar, nunca vai saber o que poderia ter acontecido. Meu curta fala sobre isso: sobre possibilidades, escolhas e coragem”, comenta Maria.
DESTAQUE
A jovem, natural de Campo Bom e ex-estudante da rede municipal e da Escola de Arte-Educação, é a única representante da cidade na 1ª Mostra Nacional de Cinema Estudantil do Programa Educavídeo. Atualmente, Maria Eduarda estuda no 3º ano do Ensino Médio e cursa Técnico em Publicidade e Multimídia, na Escola de Aplicação Feevale, em Novo Hamburgo. Sua obra já recebeu reconhecimento interno na escola, vencendo nas categorias de Melhor Curta do Júri Popular, Melhor Cartaz e Destaque de Atuação.
E se tu tentar? Eu tentei, e deu certo!
Para Maria, participar do evento está sendo um momento marcante e único em sua carreira. “ Muitas vezes eu mesma duvido de mim, mas a minha família sempre me incentiva e acredita no meu potencial. Receber essa notícia me fez acreditar mais em mim e no meu trabalho, me mostrou que posso ir longe”, diz ela. A jovem também afirma que está com uma ótima expectativa para o festival. Só de estar participando, já se sente vencedora. Para o futuro, Maria espera ser cada vez mais reconhecida pelo seu trabalho, produzindo novos projetos, novos curtas, mirando participar novamente deste festival, além de outras oportunidades que surgirem no caminho. “As pessoas vão conhecer o meu trabalho, vão ver o quanto eu amo o que faço, e isso é só o começo”, finaliza.


















































