Mundo – Nova pandemia? A volta do uso de máscaras? O mundo se preocupa com a Mpox, e diante disso, conversamos com um especialista no ramo de virologia para tentar entender mais sobre a doença e seus reais riscos.
A doença é causada pelo vírus MTXV, de ferimentos brandos, mas que podem evoluir e variar conforme as próprias mutações do vírus. O nome pela qual ela ficou conhecida inicialmente, Varíola dos Macacos, não é correto, pois gera riscos ao animal dessa classe, e causa uma falsa impressão da origem da Mpox, oriunda, na verdade, de uma espécie de roedores das regiões oeste e leste da África Subsaariana, no Congo e na Nigéria.
A contaminação com esta doença ocorre em escala global desde 2016, quando casos desta passaram a ser registrados em países como os Estados Unidos e Inglaterra. Entretanto, em 2022, uma epidemia mais intensa e abrangente teve início, e esse foi um dos fatores que gerou preocupações ao redor do mundo neste ano.
Em 2024, novamente, casos passaram a ser registrados fora do continente africano, mas com o vírus de 2022, e uma espécie de mutação, que veio da República Democrática do Congo.

Linhagem do Vírus
“Vemos uma dupla ressurgência do vírus, o mesmo de 2022, que volta a emergir no Brasil e em outros locais, e uma outra emergência, ainda mais grave, de uma outra linhagem do vírus, que é do Congo, um vírus um pouco mutado e que está causando lá na região da África um número de casos bastante importante”, explica o professor da Universidade Feevale, Fernando Spilki, membro da CâmaraPox do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Tratamento da doença e seu potencial
Todo este contexto exigiu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um posicionamento imediato, que declarou emergência de saúde pública de importância internacional. “Uma das coisas mais importantes no controle dessa doença é a questão do isolamento do paciente. O vírus é muito contagioso. O compartilhamento de roupas, de utensílios também é um perigo”, comenta Spilki.
O professor explica que ainda não há necessidade de vacinação em massa ou da volta de uso de máscaras, destacando que o importante agora é entender quais são os grupos mais vulneráveis quanto à Mpox e como tratá-lo. Por fim, ele enfatiza: “não esperamos, obviamente, uma catástrofe de uma pandemia como foi Sars Cov 2, mas estamos atentos. O potencial para gerar problemas no sistema de saúde, este vírus (Mpox) tem”.
Por Bruno Morais



















































