Estado – O deputado estadual Felipe Camozzato afirmou ter sofrido intimidação jurídica após receber, nesta quinta-feira (7), uma representação criminal assinada pelo procurador federal Ricardo Gralha Massia. O documento aponta supostos crimes de calúnia, injúria e difamação em declarações feitas pelo parlamentar sobre a atuação do Ministério Público Federal no processo envolvendo o licenciamento da nova fábrica da CMPC, em Barra do Ribeiro.
Segundo Camozzato, as manifestações ocorreram durante discursos na Assembleia Legislativa, entrevistas e publicações nas redes sociais, onde questionou a atuação do procurador e classificou a condução do caso como possível “viés ideológico” e “agenda particular”. O parlamentar também afirmou que o procurador teria abusado de prerrogativas ao tentar barrar o investimento estimado em R$ 27 bilhões no Rio Grande do Sul.
O deputado citou ainda decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), assinada pelo conselheiro Edvaldo Nilo de Almeida, que suspendeu recomendações do MPF relacionadas ao empreendimento após representação apresentada por Camozzato e pelo deputado federal Marcel van Hattem. Conforme o parlamentar, a medida reforça a tese de excesso na atuação do órgão.
Desde março, Camozzato tem atuado publicamente em defesa da continuidade do projeto da CMPC, ao lado dos deputados federais Luciano Zucco e Ubiratan Sanderson, incluindo mobilizações e abaixo-assinado em apoio ao investimento no estado.


















































