Dois Irmãos – Dona de um amor incondicional, ela multiplica esse sentimento, tornando-se um dos maiores exemplos para os seus filhos. O amor vem acompanhado de proteção, renúncia e empatia.
Aos 47 anos, Daniela Arndt Bertoglio, de Dois Irmãos, vive a maternidade e o desafio de preparar Marina Bertoglio Almeida, de 18 anos, Eduardo Bertoglio Gorziza, de 10 anos, e Benício Bertoglio Gorziza, de 8 anos, para o mundo. “Desejo que eles possam ser aquilo que quiserem ser; estou aqui para ajudá-los a desenvolver isso. Meu sonho é que possam estudar, se desenvolver e serem felizes dentro das possibilidades de cada um. Todos nós somos iguais, típicos e atípicos. Então, que eles possam ser pessoas completas, que possam ter as suas famílias da forma como eles escolherem, terem as suas profissões da forma como escolherem e sabendo que podem contar comigo, mas que precisam voar sozinhos, também”, reforça Dani, que ao falar sobre pessoas típicas e atípicas, refere-se, especialmente, ao pequeno Bê, que tem síndrome de Down.
Mães e o mercado de trabalho
Dani sempre sonhou em ter mais de um filho, mas reconhece que é desafiador. “São três pessoas diferentes, com personalidades diferentes, então é uma demanda muito maior”, diz ela, reforçando o amor pela maternidade. “É tudo de bom. Não faria nada diferente, mas óbvio que é preciso se dedicar muito”, comenta, trazendo, também, uma reflexão importante sobre o mercado de trabalho. “Ser mãe não diminui o que somos, no nosso trabalho, na nossa carreira. Precisamos entender que, abrir mão de algumas coisas por alguns anos, de um ritmo mais acelerado, para ser mãe, não nos desqualifica. As vezes parece que o ser mãe não é um currículo que valha, e vale”, completa.
Novos desafios pediram mudanças na rotina
A chegada do Bê trouxe novos desafios à maternidade. “O que mudou, principalmente, foi a questão da adaptação dos atendimentos dele, da busca pela inclusão, do entender como a síndrome de Down funciona. Não estarei aqui para sempre, então ele tem que chegar no máximo de independência que conseguir”, diz Dani, destacando que nunca superprotegeu o caçula devido à deficiência. Após o nascimento dele, ela optou por trabalhar em casa e ter um horário mais flexível. “Faço meus horários porque, no meu ponto de vista, se tivesse uma carga horária de oito horas, por exemplo, não conseguiria dar a atenção que ele merece. Então, isso muda um pouco, sim, mas não impede de trabalhar”, comenta.
O que ela deseja aos filhos
Com todo o amor de mãe, Dani reforça que está criando, ao lado do esposo Júlio, os filhos para o mundo e deseja que eles explorem tudo de bom que a vida os reserva. “Desejo que eles sejam autênticos, que levem para a vida que ser diferente é normal e que tenham consciência de que, em primeiro lugar, precisam agradar a eles. Desejo que se preocupem com o que eles gostam e como eles são felizes, e façam as escolhas a partir daí, não a partir do que o outro vai pensar, e que lutem por isso, independente do que os outros disserem”, finaliza.


















































