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Trotes são 30% das ligações para BM de Sapiranga no período escolar



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Incômodo | Trotes atrapalham o trabalho dos policiais militares, que precisam “filtrar” ocorrências verdadeiras

Sapiranga – Cerca de 30% das ligações recebidas pela Brigada Militar sapiranguense em período escolar, através do 190, não eram chamadas a respeito de ocorrências reais, mas sim trotes. De acordo com Juliano Arali, capitão da Brigada Militar de Sapiranga, os policiais designados para trabalhar na sala de operações, que recebe as ligações do 190, já são policiais mais experientes. “Eles são policiais experientes, têm um tino, e na própria conversa conseguem filtrar se é realmente um trote ou não”, explica.

Guilherme Pilger

Porém, nem sempre esse “filtro” consegue diferenciar uma chamada real de um trote, o que acarreta em tempo e recursos desperdiçados. “Há casos em que o trote tem riqueza de detalhes, e como o policial militar tem responsabilidade com a comunidade, se é um caso com detalhes e informações precisas, ele vai mandar a viatura. Isso dá prejuizos para toda a comunidade, pois essa viatura está indo em uma ocorrência que é na verdade um trote, e talvez uma pessoa que realmente precisa da intervenção militar não vai ter essa viatura naquele momento”, pondera o capitão.


De acordo com o capitão Juliano, os trotes têm maior incidência em período escolar – e é assim que a maior parte deles é desmascarada. “Às vezes é possível ouvir os barulhos de escola ao fundo, da criançada”, explica o capitão, que também pede aos pais que orientem os seus filhos. “O mais importante é a pessoa entender que quando faz ligação de trote ela está prejudicando a comunidade”, considera Juliano, que revela que já houveram casos em que viaturas acabaram sendo deslocadas para atender a um trote no mesmo momento em que ocorrências como Maria da Penha e acidentes de trânsito aconteciam.

Saiba quando chamar a Brigada no 190

Conforme o capitão Juliano, outras ligações que também se somam à estimativa de 30% e tomam tempo da Brigada Militar se referem a chamadas para o 190 sobre questões que na verdade não são de competência da BM. “São ligações de pessoas que estão atrás do Conselho Tutelar, ou dos Bombeiros. São casos em que precisamos fazer o redirecionamento”. Para não deixar dúvidas, o capitão esclarece sobre quais casos são resolvidos por cada entidade. “Para o Conselho, deve se ligar sempre que algo envolva crianças, pois o Conselho sempre deve acompanhar esses casos. Para os Bombeiros, são casos de incêndio, invasão de animais. E a Brigada atende quando existe algum delito, crime ou contravenção penal. Mas situações corriqueiras, são com outros órgãos. Em acidente de trânsito, quando há ferimentos, fazemos o atendimento”, frisa.

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