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Sapiranguense que atropelou três com Camaro em SC deve ser julgado por júri popular


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Florianópolis/Sapiranga – A situação do sapiranguense Jeferson Rodrigo de Souza Bueno, 30 anos, deve ser resolvida por júri popular. É o que determinou o juiz Marcelo Volpato de Souza, da Comarca de Florianópolis, Santa Catarina, após aceitar denúncia do Ministério Público catarinense.

Bueno é acusado de atropelar com seu Camaro três pessoas na virada do ano de 2016 para 2017 na Praia dos Ingleses. Uma delas, Cristiane Flores, então com 31 anos, morreu no acidente. Outras duas vítimas, Gean Matos e Milardus Lodi, 36 anos (marido de Cristiane), sobreviveram. Lodi, no entanto, teve as duas pernas amputadas.



O motorista do Camaro responde no processo por homicídio e duas tentativas de homicídio. A defesa de Jeferson informa que irá recorrer da decisão do juiz.

Somente em 2018, Jeferson já foi preso duas vezes e por dois crimes diferentes (furto de energia e participação em roubo de carga), noticiados pelo Repercussão. Confira clicando aqui e aqui.

Relembre o caso do atropelamento

O acidente ocorreu nas primeiras horas da madrugada do dia 1º de janeiro de 2017, na Rodovia Armando Calil Bulos. Um veículo Camaro de cor preta, com placas de Sapiranga e pilotado por Jeferson, atropelou Cristiane, Milardus e Gean. O motorista do Camaro teria abandonado o veículo e fugido do local.


A colisão envolveu o Camaro e uma caminhonete Hilux parada. Antes de colidir na Hilux, o Camaro abalroou um Gol, que estava parado, e bateu em um Audi, que também havia sinalizado para entrar na pista da direita.

Jeferson Bueno chegou a ficar foragido da Justiça. Ademir Campana, advogado de defesa de Bueno, disse ao Repercussão em 2017 que “no relatório, consta que o motorista do Audi envolvido no acontecimento cortou a frente do meu cliente, quis trocar de faixa e bateu no meu cliente, o que acabou arremessando o Camaro contra as vítimas”, conta o advogado, que considera que o condutor do Audi agiu de maneira imprudente. “Ele agiu com imperícia. Me surpreende que o delegado não tenha indiciado o motorista do Audi”, avalia. Segundo o advogado, uma solicitação para que o laudo pericial completo seja incluído no inquérito será feita. “Depois de termos conhecimento do laudo, irei verificar o remédio jurídico para esse caso”, explicou Campana na ocasião.

Já no mês de maio de 2017, em decisão do juiz Marcelo Volpato de Souza, o mandado de prisão contra o motorista do Camaro foi suspenso e a fiança reduzida de R$144 mil para R$70 mil. Apesar de estar em liberdade no momento, Jeferson Bueno teve a carteira de habilitação suspensa por dois anos e não pode se ausentar da Comarca de Sapiranga por mais de oito dias sem a anuência do juiz, tendo que se apresentar mensalmente para informar e justificar suas atividades.

 

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