Campo Bom – Em menos de um mês, Campo Bom acompanhou dois ataques de cães de grande porte a cidadãos. A primeira situação, registrada no dia 2 de novembro, envolveu uma suposta fuga de um pitbull do pátio de uma empresa no bairro Centro, onde cinco pessoas ficaram feridas. Na segunda ocasião, no dia 18, um idoso, de 65 anos, foi atacado por um cão da raça Fila, no bairro Quatro Colônias.
No primeiro caso, conforme o delegado da Polícia Civil de Campo Bom, Rodrigo Câmara, não houve registro de ocorrência. No dia em questão, o animal teria escapada do pátio de uma empresa, atacado dois funcionários da mesma e, posteriormente, três pedestres. A situação exigiu o chamado da Guarda Municipal (GMCB), que reconduziu o cão para o interior do local novamente. Os feridos fora encaminhados ao Hospital Dr. Lauro Reus.
O caso mais recente ocorreu após um cão sair de sua residência, atacando um idoso em via pública. A GMCB passava pelos arredores e, ao ouvir gritos de socorro, atendeu a ocorrência. O animal, que havia adentrado um sítio nas proximidades, foi mantido cercado, até a chegada de um veterinário que anestesiou o cachorro.
Nossa equipe conseguiu contato com familiares do idoso. Os detalhes da ocorrência não foram informados, mas os relatos são de que após sofrer graves ferimentos no rosto e na nuca, a vítima está em casa, em recuperação.
Polícia investiga crime de lesão corporal no 2º caso
Atuante na causa animal, a vereadora Kayanne Braga acompanhou os dois episódios e diz ter se colocado a disposição das famílias para ajudar como for possível. Ela, entretanto, destaca as dificuldades em fiscalizar cada caso de forma específica, e que dentro de suas atribuições, pode buscar uma mudança geral no município. “No dia que o pitbull escapou e atacou as pessoas, meu telefone não parava de tocar, porque todos os vizinhos ali já tinham me falado que a situação não era boa. Eu sempre disse: vereadora não pode fiscalizar o cidadão, fiscalizamos o município, criamos leis”.
Conforme o delegado Câmara, o episódio envolvendo o cão Fila teve a condução dos proprietários do animal à Delegacia de Polícia e a abertura de um inquérito policial. Tutor, cuidador do cachorro e testemunhas do caso foram ouvidas. “Foi realizado o levantamento fotográfico do local e estamos produzindo relatórios de investigação”, acrescentou o delegado.
Adestradores da cidade
“Acredito que primeiro de tudo as pessoas tenham que registrar ocorrência quando estão perto de situações como essas”, declara a vereadora Kayanne. A defensora da causa animal também enfatiza a importância do Município em dispôr de adestradores, requerimento feito pela mesma, inclusive, no início de seu mandato.
Por Bruno Morais


















































