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Histórica marca de 500 prisões da DP Sapiranga em pouco mais de quatro anos encheria um presídio


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Sapiranga – A Delegacia de Polícia Civil de Sapiranga comemora neste início de 2019 mais de 500 prisões efetuadas desde que o delegado, Fernando Pires Branco, assumiu o posto, em 31 de janeiro de 2015.

Dia da prisão do criminoso conhecido como Pai de Todos,em 2016. Ele foi surpreendido pelos policiais em uma rua do bairro Santa Fé

Branco conversou com o Repercussão e salientou que, certamente, o expressivo número não é resultado de sorte. “Desde que chegamos aqui nós estabelecemos uma metodologia de trabalho”, explica o delegado, destacando que o início foi de ajustes. “Tão logo conseguimos convencer as pessoas da nossa filosofia, tudo começou a fluir, e estamos, dentro das possibilidades e com os recursos que nós temos, fazendo um bom trabalho. Isso se reflete nos índices de criminalidade, que caíram ou se mantiveram estáveis. Conseguimos reduzir índices importantes, como o de homicídios”, pontuou.



O número de assassinatos registrado em 2018 foi de seis casos, contra 18 em 2017. Após um primeiro ano de adaptação, os seguintes foram de evolução. “Foram importantes conquistas nesse período. Não apenas as 500 prisões, mas grandes quadrilhas, que já atuavam há muito tempo foram desbaratadas”, ressalta, destacando alguns casos marcantes, como a Operação Pai de Todos e a prisão de Deivid “Cabeleira” Marques.

Marco da forma de trabalho foi operação pai de todos, em 2016

Dentre tantas prisões, a Operação Pai de Todos, em 2016, é lembrada como a que marcou a transição. “Foi bastante marcante porque era um grupo que vinha atuando de forma contínua, há mais de uma década, no tráfico de drogas, especialmente no bairro São Luiz”, relembra o delegado. Outro caso foi a prisão de Deivid Cabeleira Marques (foto ao lado), também em 2016, época em que se enfrentava uma onda de roubos a residência em Sapiranga. “Marques tinha saído do presídio e vinha cometendo vários roubos. Chegou a nos dizer que cometia um roubo por dia em Sapiranga e região. Ele foi preso, junto com a quadrilha toda dele. Isso foi bem importante na época, porque foi um período de calmaria neste tipo de crime”, destaca.

Casa prisional

Com o número de prisões aumentando, a necessidade de um presídio mais próximo da região retorna à pauta de discussões. “Acredito que seria, para o trabalho policial, bastante importante uma casa prisional pelo menos mais próxima da nossa cidade, porque as que tem hoje são ou em Charqueadas ou em Montenegro, o que torna bastante difícil o acesso. Quem sabe alguma casa prisional no Vale do Sinos fosse interessante, de alcance regional”, defende o delegado, pontuando ainda que somente o custo de deslocamento diário da Delegacia de Pronto Atendimento com o transporte dos presos, é bastante significativo.

Objetivo é não arrefecer

Para o futuro, a meta é seguir melhorando e não se acomodar.

Fernando Pires Branco, Delegado da Polícia Civil de Sapiranga

“Acho que a pessoa não pode se conformar com o que já alcançou e achar que está tudo bem. Isso não faz parte da minha personalidade. Nós todos aqui da delegacia temos a ambição de sempre melhorar e fazer um serviço melhor”, declarou o delegado, salientando que o ideal seria um quadro de funcionários completo, pois o efetivo, hoje, é reduzido. “Gostaríamos de poder contar com mais gente para poder fazer mais ainda. O objetivo é continuar trabalhando sério para que Sapiranga seja mais segura e as pessoas tenham um pouco mais de paz”, deseja, citando, ainda, a importância de uma equipe participativa. “Nossa equipe é muito entrosada. Sou muito grato pelo esforço de todos, tanto daqueles que estão aqui agora, desde o início, como dos que já foram. Estou muito satisfeito e agradecido à equipe”, valoriza.


Número De Prisões Ao Longo Dos Anos Na DP

Até 16 de janeiro, o número total de prisões da DP somou 521, desde outubro de 2015, mês em que foi iniciada a contagem. Até dezembro daquele ano, foram 31 prisões.

Em 2016 foram 124 indivíduos presos, número que subiu consideravelmente em 2017, para 181. O ano de 2018 fechou com 177 prisões e em 2019, 8 pessoas já deram entrada no sistema prisional.

Dentre os destaques em meio a tantas prisões e operações, Branco ressalta também o Caso Júlio, que teve grande repercussão na cidade, assim como diversas operações de capturas de presos (quando o indivíduo segue foragido, mesmo com a prisão decretada).Uma realidade, que poderia desanimar, são os criminosos liberados apenas algumas horas após serem presos. “Isso para mim nunca foi um fator de desânimo, a gente segue trabalhando. E tomara que um dia a gente não precise passar por isso. Se tivermos que prender 10 vezes a mesma pessoa, nós vamos prender. O trabalho é esse e vamos seguir fazendo”, declara.

Texto: Sabrina Strack

Fotos: Arquivo JR

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