Nova Hartz – Familiares, amigos e conhecidos dos primos Bruno da Silva e Carolini Hagelin, assassinados a tiros no dia 22 de junho em Nova Hartz, se reuniram no local onde o crime aconteceu na tarde do último sábado (19). O encontro, inicialmente agendado para pedir justiça, serviu para exaltar a prisão dos autores.
Por volta das 15h, pessoas que tinham algum vínculo com os primos começaram a se reunir entre as ruas da Integração e Canela, na praça onde tudo aconteceu, vestindo camisetas com os rostos de Bruno e Carolini, e a frase: “Chegaram e partiram, amaram e foram amados, deixaram saudades e para sempre serão lembrados”.
O endereço traz recordações da morte da irmã e do primo, mas também oferece lembranças de risadas e bons momentos de quem costumava comparecer ali nos finais de semana. “Nós falamos em casa que nunca mais viríamos aqui. Meus filhos falam direto: lá, a tia Nini morreu e o tio Bruno. Então, falamos que não viríamos mais, só que é o lugar que temos (para encontros)”, explica Margiore Hagelin, irmã de Carolini, que completou: “deu dia bonito, estávamos todos aqui; aqui é nosso ponto de encontro”.
A família acompanhou o caso desde o princípio. Segundo Margiore, a delegacia era contatada por WhatsApp e com visitas presenciais, com o clamor de prisão do genro. Quando confirmada a reclusão do mesmo, o sentimento foi de alívio.
Mudança de nome na praça
Outro pedido da família, que ainda será oficializado, é referente ao nome da praça. Hoje chamada de “Praça Gilberto Konrath”, a família deseja que os primos, Bruno e Carolini, sejam homenageados com uma nova nomenclatura do local. “Vamos ver quem vai ganhar as próximas eleições, se consegue colocar o nome (dos primos na praça), algo assim. Nascemos aqui, somos daqui. Nosso lugar de vir final de semana era aqui”, cita Margiore.
Relembre o caso
Em 22 de junho deste ano, uma confusão iniciada em uma mecânica causou a morte de Carolini Vitória Hagelin, de 29 anos, e Bruno Maikon da Silva, de 31 anos. Investigações da Polícia Civil apontam que Bruno havia pedido um macaco (instrumento para erguição do carro) emprestado para o genro do autor, o que foi negado. Depois disso, Bruno depredou a caixa d’água da mecânica, gerando a revolta do proprietário do local e uma subsequente ameaça na casa de Bruno.
Depois disso, o genro chamou seu sogro para que fosse à praça com ele, onde a confusão teria continuado. Ali, o sogro disparou mais de 10 vezes, matando Bruno e Carolini.
Por Bruno Morais




















































