Sapiranga – Dividir o foco entre proteger a sociedade e zelar pela vida de um bebê não é uma missão fácil. Franciele Santos da Silva, capitã da Brigada Militar e comandante do batalhão de Sapiranga, equilibra estas duas missões com muito amor e dedicação.
São quase 16 anos como policial militar no Rio Grande do Sul. O período de mãe é mais curto: 10 meses, desde o nascimento de Benício Frazzon, o responsável por ressignificar a vida e as prioridades de Franciele.
A capitã se manteve em ofício até o último dia, descansando apenas no momento em que apresentou o mundo ao filho. A data, 09/06/24, foi, também, o momento em que o mundo se tornou mais especial à mamãe Franciele. “É um amor da mãe com o filho que não tem palavras para descrever; é um amor muito grande”, revela a policial.
A conciliação não é fácil. Os horários de um agente de segurança pública são inconstantes, conta a comandante da BM em Sapiranga, mas ela, assim como o marido, Rodrigo Frazzon, escolheram a profissão e, portanto, assumem a responsabilidade. “É a profissão que escolhemos, tanto eu quanto o meu marido, então vamos ter que nos adaptar”.
Emoção e razão em jogo
A maior preocupação, no momento, é a rede de apoio. Tanto Franciele como o marido, Rodrigo, não são de Sapiranga e, assim, o apoio familiar acaba sendo distante. “Aqui na cidade, eu e meu marido somos sozinhos, meus familiares são todos de Santa Maria; temos só os colegas de trabalho que posso contar, algum vizinho, amigo”, conta a capitã Franciele.
O cuidado de mãe também reflete no dia a dia de policial. A experiência ajuda a separar as atribuições, mas o sentimento se faz mais presente. “Temos que saber separar um pouco. Mas, com certeza, acho que ficamos um pouco mais emotivas, tratando as ocorrências com um lado mais emocional, não só racional, disse ela.
Heroína em dose dupla
Capitã Franciele, comandante da BM em Sapiranga. “Me sinto feliz de ter escolhido essa profissão e por poder dar esse reconhecimento para a sociedade, até para o meu filho, posteriormente, que ele vai me ver dessa forma, como uma heroína para ele. Hoje, ele tem a mãe como aquela pessoa que enxerga a segurança, mas, posteriormente, vai ter orgulho da mãe por ser policial militar e do pai também”.
Por Bruno Morais



















































