Sapiranga – Força, fé e amor. Estes são os três pilares para que Julia Carolina Pothin de Souza, 20 anos, moradora de Araricá, se mantenha firme enquanto seu filho, o pequeno Guilherme, está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal do Hospital Sapiranga.
Apesar de não ser como foi inicialmente planejado com o marido Gabriel, com o bebê em casa, o Dia das Mães será muito emocionante para Julia. Ela vai passar o domingo na melhor companhia que poderia ter, apesar de ainda ser dentro do hospital. “Mesmo assim, tenho certeza que vai ser emocionante”, disse ela, com Guilherme no seu colo e o olho brilhando de felicidade.
Durante a gravidez, Julia foi diagnosticada com pressão alta, um quadro que pode ser grave para a saúde dela, assim como do bebê. Inicialmente, a situação foi controlada com medicação. Porém, o parto precisou ser antecipado.
Com 28 semanas e cinco dias de gestação, ela passou pelo parto cesariana, dando à luz ao garotinho Guilherme. O nascimento ocorreu em 12 de março, no hospital sapiranguense. Ele nasceu pesando 1kg e medindo 36 centímetros. Logo após o nascimento, Guilherme foi transferido para a UTI Neo e, desde então, recebe os cuidados de toda a equipe. Durante este período, o menino já ganhou 740 gramas e cresceu 4 centímetros e meio.
Primeiro colo
Em razão dos riscos e todo o cuidado necessário com bebês prematuros, mãe e filho não puderam ter contato físico logo após o nascimento. O tão sonhado colo só pôde acontecer 14 dias após o nascimento de Guilherme. “Foi um dos momentos mais emocionantes. Eu vinha todo o dia para a UTI, mas o primeiro colo demorou um pouco; foi muito emocionante”, disse Julia.
ROTINA DIÁRIA NO HOSPITAL
Servidora pública na Prefeitura de Sapiranga, Julia está de licença-maternidade. “Minha rotina é vir para o hospital nos três turnos que podemos. Passo o maior tempo possível com meu filho aqui”, disse ela, com um largo sorriso no rosto.
Sobre o mais difícil de ser mãe de UTI, ela conta que os primeiros dias foram de medo e tensão. “Hoje, estou um pouco mais tranquila, a equipe toda é maravilhosa, todos cuidam muito bem dele. Mas, no começo, foi muito difícil. Tinha medo de ir embora e algo ruim acontecer. No começo, ele ficou entubado”, relembrou.
EVOLUÇÃO
Ainda não há previsão de alta para o bebê Guilherme. “Ele ainda precisa ganhar mais peso e mamar sozinho na mamadeira. Hoje, a alimentação dele ainda acontece por sonda”, conta.
Apesar de ter nascido com menos de 29 semanas de gestação, Guilherme evoluiu de forma significativa na UTI sapiranguense. “Graças a Deus e a todo o trabalho feito, o período mais crítico já passou. É muito difícil ser mãe de UTI, pois você vê seu bebê ali, na incubadora, e não pode fazer nada. Não depende de você que ele melhore e evolua. Acompanhar todo esse processo é tenso e muito difícil. Mas, estamos muito felizes e comemorando cada evolução dele”, disse.

















































