O dia 31 de maio é dedicado à campanha do Dia Mundial sem Tabaco. Diante disso, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca), lançaram um alerta quanto ao uso de cigarros eletrônicos.
Desde 2009, a comercialização, fabricação e publicidade de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF’s) é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda assim, é possível encontrar o dispositivo disponível para compra em diversos estabelecimentos comerciais nos municípios da região, como Campo Bom, Sapiranga, Parobé, Igrejinha, entre outros. Além disso, há diversas lojas on-line com os dispositivos disponíveis, dos mais variados preços.
Dados da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (Pense), em 2019, revelam que 16,8% dos estudantes no Brasil entre 13 e 17 anos já haviam experimentado o cigarro eletrônico, popularmente conhecido como vape. A região Sul do país é a segunda com mais incidência de jovens que já utilizaram algum DEF, 21%.
Como funcionam
Os cigarros eletrônicos funcionam, em sua maioria, através de bateria recarregável com refil. O usuário inala o vapor emitido pelo aquecimento do líquido inserido no dispositivo, através da bateria.
Os refis líquidos utilizados nos vapes, conhecidos como e-liquids ou juice, contém ou não nicotina em diferentes quantidades concentradas, além de aditivos, sabores e produtos químicos prejudiciais à saúde.
Danos à saúde
O cigarro eletrônico, inicialmente, foi concebido como uma forma de tratamento ao tabagismo convencional. Porém, com o tempo, foram descobertas pelo menos 100 substâncias altamente nocivas, entre elas, solventes como o propilenoglicol, que pode causar câncer, conforme explica o pneumologista do Hospital Sapiranga, Dr. Leonardo Signori. “Diferente do cigarro convencional, onde o dano costuma ser a longo prazo, no caso do cigarro eletrônico, o usuário tem malefícios à saúde de forma aguda com poucas utilizações”, adverte o especialista.
Segundo o Dr. Leonardo, o uso de cigarros eletrônicos pode desencadear doenças cardíacas e pulmonares, inclusive para os usuários passivos, ou seja, pessoas que não fazem uso, mas estão próximas aos usuários.
Por Mairan Pacheco


















































