Estado – Uma liminar concedida na noite desta quarta-feira (05), suspendeu o leilão para importação de até 300 mil toneladas de arroz pelo governo federal. A medida foi solicitada em uma ação popular movida pela bancada do Partido Novo. O juiz federal substituto da 4ª Região, Bruno Risch Fagundes de Oliveira, foi responsável pela decisão.
O leilão, que seria realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estava programado para esta quinta-feira. Desde que o leilão foi anunciado na semana passada, entidades e produtores vinham pressionando contra a medida. Alegavam que a compra era desnecessária, principalmente porque o Rio Grande do Sul já colheu quase toda a safra e é responsável por 70% da produção nacional.
Além do Partido Novo, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) também questionou a constitucionalidade da medida no Supremo Tribunal Federal. Deputados federais como Marcel Van Hatten (NOVO), Lucas Redecker (PSDB) e o deputado estadual Felipe Camozzato (NOVO) tiveram participação fundamental na suspensão do leilão.
A União justificava a realização do leilão como forma de evitar a especulação de preços devido à tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul. A proposta incluía a venda do arroz importado em embalagens com a logomarca da Conab, com preço de até R$ 4 o quilo. O governador Eduardo Leite criticou a proposta, afirmando que o leilão poderia impactar ainda mais os municípios mais pobres do Estado.


















































