Sapiranga – Em época de Quaresma, as crenças são realçadas, algumas promessas são feitas e a Sexta-Feira Santa é marcada por um ato sagrado: o consumo de peixes. Em 2025, este ato será consumado no dia 17 de abril e, para tanto, os chamados piscicultores já se preparam para a venda dos animais que caracterizam esta data.
Os produtores já realizaram em cidades da região a chamada “despesca”. Essa ação se resume na retirada dos peixes de açudes particulares, para que estes possam ser levados às cidades para comercialização.
Em Sapiranga, a Feira do Peixe acontece no Parque do Imigrante entre quarta e quinta-feira, dias 16 e 17, das 9h às 19h. As espécies oferecidas são carpa capim e tilápia, por R$ 28,00 o Kg; e carpa húngara, carpa cabeça grande e carpa prateada, por R$ 22,00 o Kg.
Nova Hartz terá sua feira na Rua Coberta, onde dois produtores oferecem carpa capim, tilápia, jundiá e carpa prateada, das 9h às 18 na quinta, e das 8h às 12h na sexta. Haverá, também, venda de peixe frito. E, em Araricá, a venda dos peixes é na quinta, podendo ter carpa capim, prateada, cabeçuda, tilápia, traíra e jundiá.A atividade acontece no Largo das Azaleias.
Peixes no Paranhana
A Feira do Peixe dos igrejinhenses é realizada direto com os produtores locais. Os contatos e endereços para aquisição dos peixes constam nas páginas da prefeitura.
Em Parobé, o momento será na Rua Coberta da Praça 1º de Maio até o dia 18. Com expectativa de comercializar até 4 toneladas, as espécies a disposição são carpas capim, prateada e húngara; pacú, jundiá, bagre, traíra e tilápia.
Já em Taquara, são três dias de evento: quarta, quinta e sexta-feira, o último dia operando até as 12h. São três locais para comercialização, sendo a venda de peixe vivo, carpas e tilápias, no bairro Empresa, ao lado da UBS; peixe congelado, traíras, carpas, tilápias e outros, na Feira do Produtor, rua Bento Gonçalves; e, a mesma oferta na Rua Coberta. E, ainda, ocorre a feira em Riozinho. Será na Rua Coberta, na quinta-feira, das 8h às 18h.
Trabalho em família
Paulo Ponath é um dos piscicultores atuantes na feira de Sapiranga, e revela: “Já faz um bom tempo que estamos lidando com peixe. Sou um dos fundadores da Associação dos Piscicultores (na cidade). Fazemos isso porque gostamos. É um orgulho quando chega esse dia para a gente”. Na propriedade de Paulo, o trabalho é familiar. “Todo mundo faz parte, resolvendo do jeito que dá”, finaliza Paulo.
Por Bruno Morais

























































