Sapiranga- Estilista de vestuário em couro, o sapiranguense Paulo Ricardo Fritz, de 59 anos, vê sua arte expandir-se para algo, até então, inesperado: aos trajes das soberanas da Festa das Rosas, o maior evento da sua cidade natal. O sentimento de pertencimento à Sapiranga, que já era enaltecido por ele, agora, está materializado nos vestidos que embelezam a rainha Luiza Braatz e as princesas Beatriz de Castro e Catieli Duarte.

Este é o segundo ano que Paulo assina os vestidos da corte. A primeira foi em 2023, aceitando a um convite do sobrinho Ramon Fritz, que integra a Associação de Amigos da Festa das Rosas (Amirosas) “Nunca imaginei que um dia assinaria os trajes usados pelas soberanas, que desenharia os vestidos da realeza da nossa cidade”, diz ele, contando que apresentou 20 desenhos à prefeitura, que escolheu, então, o modelo que hoje veste Luiza, Beatriz e Catieli. “Estou muito feliz. As pessoas estão elogiando bastante, falam com orgulho dos trajes daquelas que os representam”, ressalta Paulo, agradecendo à prefeitura pela oportunidade de fazer parte deste momento. “Foram desenhados com muita dedicação”, completa, contando que levou pouco mais de uma hora para criar o modelo final.
Sobre o dom de criar
A criatividade do estilista sapiraguense é um dom que ele aperfeiçoa desde criança. “No tempo de escola, as professoras sempre falavam para os meus pais me colocarem em um curso de desenho”, conta ele, que anos depois, começou a desempenhar a função de estilista em uma empresa de calçados da região. Atualmente, Paulo trabalha como estilista de vestuário em couro, para uma empresa de Santa Catarina. Desenha peças de roupa, calçados e acessórios.
Orgulhoso, ele conta que o desenho é muito mais do que um trabalho: é o que gosta de fazer, também, nas horas livres. E Paulo não desenha apenas roupas e sapatos; seu dom e imaginação vão muito além, a exemplos de retratos do povo tradicionalista gaúcho e da criação de trajes para invernadas.
Sobre suas inspirações e referências, o estilista conta que, para desenhar os trajes das soberanas, por exemplo, assistiu a filmes de princesas e rainhas medievais. “As ideias surgem rápido, mas é preciso buscar referências”, reforça.

















































