Nova Hartz – Em época de Natal, diversas histórias são contadas e momentos especiais desfrutados pela comunidade. Em Nova Hartz, uma tradição de décadas marca a integração e a felicidade entre a criançada e o “bom velhinho”.
Rubaldo Belmindo Loth, 71 anos, é um dos precursores do evento que hoje se denomina Amigos do Papai Noel. Outrora uma criança que vivia na Picada Hartz, antigo distrito de Sapiranga, e que aguardava ansiosamente a chegada do Papai Noel, ele viu, em 1975, já adulto e com filho, a frustração após o cancelamento do evento na localidade. “Quando quis mostrá-lo (Papai Noel) pela primeira vez para o meu filho para continuar os costumes e tradições, não tive esse prazer”, conta, explicando que essa ocasião deu a ele e ao amigo Rogério Rheinheimer (in memoriam), a ideia de lançar esta mesma atividade, por conta, pelo município, enquanto ainda distrito.
Em 1976, a tradição, então, teve início. A ideia era contagiar filhos de alguns amigos, uma iniciativa pequena. “Fomos surpreendidos com centenas de crianças em nosso redor, querendo falar e abraçar os dois papais noéis”, cita Rubaldo, com alegria, o início surpreendente de um evento que viraria sinônimo de Natal na cidade.
Precursores do grupo
Hoje, a equipe Natalina é composta por 25 pessoas, entre os “papais noéis” e demais voluntários. Pela história do grupo, Rubaldo faz agradecimentos especiais a Rogério Rheinheimer, in memoriam, Pedro Paulo e Carlos Haag, Celso Jaeger e Irineo Schmidt, precursores e nomes que ainda atuam na iniciativa. O Noel inspirador, Geraldo Sefrim, de Sapiranga, também tem seu papel na atividade, pois sua ausência em 1975 originou este outro movimento.
Filhos viraram “bons velhinhos” e agradecimentos
Atualmente, cerca de 2 toneladas de balas, além de muitos presentes, são distribuídos às crianças pelas ruas de Nova Hartz. Para tanto, os “bons velhinhos”, na figura de Rubaldo, agradecem as doações de indústrias, comércios e pessoas físicas que colaboram todos os anos.
“É uma emoção muito grande, só estando nesta situação para saber o que é. Ver a criançada: uma correndo com medo, a outra super feliz correndo ao encontro do barbudo, muitos gritos, alegria, felicidade, emoção; não tem como explicar”, define Rubaldo Loth, que hoje tem a companhia de seus filhos, Rafael Rodrigo e Maciel, no evento de Natal.
Por Bruno Morais





















































