Região – O programa Bolsa Família segue como uma das principais políticas de transferência de renda do país. No Rio Grande do Sul, segundo o Governo Federal, em março, foram 519,7 mil famílias atendidas nos 497 municípios, com investimento superior a R$ 352 milhões e benefício médio de R$ 684,31.
A partir desse cenário, iniciativas municipais têm buscado alternativas para reduzir a dependência do auxílio. Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, uma estratégia de busca ativa tem apresentado resultados. O programa funciona pela busca da prefeitura por pessoas cadastradas no benefício, conectando-as com empregadores e facilitando o acesso a vagas no mercado de trabalho. Em cerca de um ano e meio, o município registrou queda de quase 40% no número de beneficiários.
O ex-prefeito Diogo Siqueira conta que o projeto foi aprimorado ao longo do tempo. “Começamos e fomos evoluindo, aprendendo com os erros. Há mais ou menos um ano e meio atrás, a gente acertou a mão em como fazer a fiscalização, de como chegar de casa em casa e também em como ter resultado completo de empregabilidade desse pessoal”, afirmou.
Na área de abrangência do Grupo Repercussão, a avaliação é de que a variação no número de beneficiários segue dinâmica própria. A secretária de Desenvolvimento Social de Nova Hartz, Marisa Zanchetta, explica. “Referente à oscilação de famílias que recebem o auxílio, isso se dá pelo fato das informações serem autodeclaratórias, portanto não podemos influenciar na declaração das pessoas. Cabe a cada um informar suas necessidades, e a concessão ou não do benefício fica a cargo do Governo Federal avaliar”, comenta.
Benefício para quem precisa
O secretário de Desenvolvimento Social de Campo Bom, Gabriel Colossi, também comenta sobre os números. “Essa oscilação é natural. O número aumenta quando mais famílias precisam do apoio e diminui quando conseguem emprego ou melhoram a renda. Nosso papel é garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa, mas também abrir oportunidades para que as pessoas conquistem autonomia”, reforça.
Promovendo empregos
“Acredito que o mais importante da assistência social é dar emprego a quem é vulnerável; quem tem condições deve ser encaminhado ao mercado de trabalho, com apoio da prefeitura. A gente identifica quem pode trabalhar e leva até as oportunidades. Isso impacta na economia, com crescimento de arrecadação e recordes de emprego no município”, destaca Diogo.
Os respectivos números referem-se ao último mês disponível de cada ano, conforme dados fornecidos pelo Governo Federal. O município de Riozinho não repassou as informações.



















































