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Suspensão de procedimentos eletivos em Canoas afeta campo-bonense, que aguarda por cirurgia há quase um mês


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Campo Bom -A restrição de procedimentos eletivos nos hospitais municipais de Canoas (Universitário (HU), Pronto-socorro (HPS) e Nossa Senhora das Graças (HNSG)), anunciado na última semana pelo Município, impacta diretamente a situação da senhora Lori Schuvandes Waeschter, que desde o fim de outubro aguarda por leito no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas, para a realização de uma cirurgia na perna esquerda.

Após uma queda, Lori fraturou a perna, acima do local onde possui uma prótese. Em depoimento em sua rede social, a paciente explica que está apenas sendo medicada em Campo Bom, já que a cirurgia não pode ser realizada no hospital da cidade. “Me sinto angustiada e impotente com esta espera. Já entramos com recurso via judicial”, declara.



O recurso foi protocolado no Ministério Público da cidade e, segundo familiares da paciente, está em processo de análise. A prefeitura de Campo Bom confirma que o MP acompanha o caso e já solicitou providências.

Mesmo com a nota emitida por Canoas, a prefeitura de Campo Bom segue afirmando que a referência para especialidade traumatológica é Canoas, no Hospital Nossa Senhora das Graças, e que a paciente não pode ser encaminhada para outra instituição.

Prefeitura de Campo Bom

Campo Bom, conforme nota, segue aguardando liberação de leito no HNSG, onde a paciente, recentemente, colocou a prótese. Assim, o caso pode se caracterizar como retorno cirúrgico. Segundo a prefeitura, a Secretaria de Saúde de Canoas informou que a paciente estava dentro do prazo de atendimento estipulado no Protocolo de Traumatologia, e que seria atendida na instituição. A família vem sendo informada e providências tomadas.


Estado e Prefeitura de Canoas divergem sobre recursos

Em nota oficial, a Administração de Canoas informou que a decisão por suspender os atendimentos eletivos se deve a falta de repasses de recursos por parte do governo do estado.

A medida passou a valer na segunda-feira, 19. Segundo a nota, a dívida do governo do estado chega a R$26 milhões e estará em R$37 milhões no fim do mês. Por outro lado, a Secretaria Estadual de Saúde, também através de nota oficial, argumenta que já foram repassados R$100 milhões à Canoas em 2018 e que a dívida até 19/11 é de R$17 milhões (incentivos estaduais ref a ago e set.) e outros R$7 milhões referentes a seis meses de programas municipais.

Canoas rebateu a nota reafirmando que o valor em aberto com o município é de R$37 milhões, maior, portanto, do que o afirmado pelo estado. Dentre outros pontos, salienta acreditar que a nota não foi redigida pelos gestores, pois estes ouviram os apelos e estariam cientes.

Texto: Sabrina Strack
Foto: Arquivo Pessoal

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