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Olivia é a segunda mulher da história a presidir a Câmara de Vereadores de Sapiranga


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Sapiranga – Ainda se ambientando à sala da presidência, a vereadora Olivia Steigleder (Progressistas) recebeu o Repercussão para a sua primeira entrevista como representante da Casa Legislativa. Descontraída, logo soltou uma ironia. “Não gosto da atual cadeira, é muito grande”, brincou.

Na realidade, a brincadeira da presidente sobre o móvel da Câmara escondia a duríssima batalha que precisou encarar para conseguir a maioria dos votos e ser eleita presidente para o ano de 2019.



Na véspera da eleição, viu a sua chapa esfarelar e necessitou reconstruir a nominata com o apoio de outras siglas, entre elas, o Partido dos Trabalhadores. “Vamos reiniciar os trabalhos em fevereiro, mas sabemos que muitas feridas ficaram expostas. Porém, todos precisam ter responsabilidade e reafirmar o compromisso com a população. Usaremos os recursos públicos com muita responsabilidade, mas sabemos do desejo dos vereadores, como a reforma dos gabinetes, entre outras questões”, citou a presidente Olivia Steigleder.


Jornal Repercussão – O que mais pesou para a sua vitória e como pretende encaminhar todas as questões ligadas à Câmara daqui para frente?

Olivia Steigleder – Primeiro lugar, não acredito que foi uma vitória individual, e sim, coletiva. Pesou muito a minha fala e a responsabilidade que temos. O grupo desde o início esteve comigo. A Administração também nos ajudou e cobrei muito a sequência acertada para a presidência da Câmara de Vereadores. Eu fui a mais votada do PP (na eleição de 2016, Olívia fez 1.137 votos pelo PP) e eu queria ser presidente. O detalhe nisso tudo é que coloquei a chapa, mas de repente, necessitei reconstruir a nominata. Isso pesou e me deu mais força para pedir o voto dos colegas. Antes da eleição, somei e havia os votos. Mas ainda tinha a vontade de conseguir o nono e décimo voto. O que mais valorizo é que, agora, nossa Câmara é pluripartidária.


Jornal Repercussão – Como será a condução para manter a estrutura enxuta? Foi uma disputa dura e agora começarão as cobranças.

Olivia Steigleder – Eu acredito que surgiu essa nova chapa porque um dia me colocaram a ‘faca no pescoço’ para eu retomar as diárias que haviam sido tiradas. Para mim, diárias ter ou não ter é indiferente, porque não vou usar. Mas, o vereador(a) que usa te dá poder de solicitar o dinheiro público. Ter diárias não é um problema, mas para quem usa sempre é um problema. Outra solicitação que me fizeram era criar uma verba de gabinete, e eu nem sei o que é isso. É a primeira vez que sou veradora. Além disso, me cobraram o aumento do salário dos vereadores. Frente a tudo isso, respondi que até poderia atender essas indicações, mas avisei que os 15 vereadores teriam que concordar com esses pedidos. Se os 15 quiserem, poderíamos até encaminhar o projeto. Mas, hoje os trabalhadores ganham pouco. O salário mínimo não chega a R$ 1.000,00. E poder usar o dinheiro público à vontade não considero correto. Sou contra e acredito na política enxuta. Se eu puder ajudar na economia de recursos da Câmara e devolver para a Prefeitura vou fazer isso. Dessa forma, será possível aplicar em uma área que é importante e que precisa, e isso seria muito importante. Não sou a favor desses penduricalhos. O vereador está aqui para representar a população e o vereador(a) que quer trabalhar, trabalha. A população procura e precisa do vereador. Acredito na democracia com responsabilidade. Descontentei alguns colegas do meu partido, mas fico triste que ocorreu esse descontentamento. Agora, passou a eleição e vamos necessitar votar os projetos com muita responsabilidade para o município avançar.

Repercussão – Todos os presidentes indicaram recursos economizados pela Câmara para alguma ação específica. Você possui algo projetado nesse sentido?

Olivia Steigleder – Existem muitas coisas que foram feitas e outra dezenas de prioridades que podem ser executadas. Mas, isso não pensei ainda. O que vou fazer é conversar com a prefeita Corinha Molling para entender o que é possível e o que não é. Ela é a gestora da nossa cidade. Tenho a consciência de que o vereador está aqui para analisar a lei.

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