Nova Hartz – Sempre que a previsão indica chuva forte, a tranquilidade dá lugar à apreensão para cerca de 15 famílias que vivem em uma rua de servidão, na região da rua 20 de Setembro, no bairro Campo Vicente, em Nova Hartz. Os moradores afirmam que a água acumulada em um arroio sem vazão invade as residências e volta a causar prejuízos sempre que o volume de chuva aumenta.
A moradora Flávia Pereira compartilhou a angústia vivida pela comunidade. “Nas últimas semanas, com a volta das chuvas, o nosso medo também voltou. Sempre que começa a chover, a gente fica apreensivo sem saber se a água vai entrar de novo nas casas. Teve moradores que perderam móveis e tiveram grandes prejuízos. O que a gente pede é uma avaliação técnica para identificar o problema e encontrar uma solução definitiva, para que possamos viver com mais segurança e sem esse medo toda vez que chove”, destaca.
A secretaria de Planejamento cita que o local passou por parcelamento irregular. Além disso, a prefeitura por meio do Ministério Público, deve intimar o proprietário da área. Outro agravante é que a área está dentro de uma “mancha” de inundações.
O advogado Dr. Márcio Kurz explica que a principal reivindicação das famílias deve ser direcionada ao vendedor dos lotes, por se tratar de uma área particular. No entanto, ele ressalta que o município também pode ser responsabilizado em determinadas situações. “Se existe omissão da prefeitura na fiscalização ou na limpeza do arroio para dar vazão à água, pode ser incluído o município na ação judicial”, afirma. Segundo Kurz, o Ministério Público é o órgão competente para intervir nesses casos.
Toda vez que chove forte a gente fica inseguro. A água já entrou na nossa casa e, sempre que a previsão é de chuva, a gente passa o dia apreensivo, sem saber o que vai acontecer. O que nós queremos é uma avaliação técnica para identificar o problema para ter uma solução”. Flavia Pereira, moradora.
Perdi todos os meus móveis e até os alimentos. Acordei às quatro da manhã com tudo boiando dentro de casa. Foi uma cena que eu nunca vou esquecer. Agora, qualquer chuva já me deixa desesperada, porque tenho medo de passar por tudo de novo”. Claudete da Silva, moradora.


















































