Nova Hartz – Catarina Soares dos Santos, moradora de Nova Hartz, completou 101 anos de idade no dia três de janeiro deste ano.
Ela nasceu em Três Palmeiras, mas conta que morou em diversos lugares ao longo de sua vida. No ano de 1994 chegou à Nova Hartz, onde vive até hoje.
Teve uma infância humilde e, por isso, começou a trabalhar na lavoura desde cedo. Apesar de todas as dificuldades, sempre teve muito apreço pelo trabalho no campo. Catarina não teve acesso à educação e relata que nunca teve a oportunidade de trabalhar de carteira assinada.
Em seu primeiro casamento, teve cinco filhos. Cerca de 20 anos após seu marido deixar o lar, Catarina encontrou outro amor, com quem teve oito filhos e mora até hoje.
Hoje, carrega um imenso orgulho de sua família e reconhece os frutos de seu esforço. “Apesar das dificuldades, todos têm suas casas próprias. Muitos dos meus netos estão bem de vida, casados e estudados”, relata Catarina.
Por ter uma família grande, relata que possui tataranetos que ainda não chegou a conhecer. Uma de suas tataranetas, inclusive, nasceu há pouco tempo e recebeu o nome Catarina, em sua homenagem.
Uma saúde que inspira
Com uma condição de saúde que inspira, a idosa relata que recebe inúmeros elogios quando vai às consultas médicas. Inclusive, muitos profissionais pedem para tirar fotos com Catarina. “Sou muito bem tratada pelos médicos. São muito queridos”, conta. Em sua casa, não costuma assistir à TV nem escutar rádio, pois o que mais gosta de fazer é cuidar de seu lar e caminhar pelo pátio. Catarina tem apreço pela culinária, principalmente no fogão à lenha, onde faz seu famoso pão caseiro.
Apreço pela sua história
Catarina faz questão de deixar seu legado por quem passa por sua vida. “Se eu pudesse aconselhar os jovens de hoje, seria para pedir que encontrem um trabalho que façam com muito amor e com muita dedicação. Também, para ter muita fé em Deus. Em toda minha vida, mesmo com as dificuldades, sempre tive amor ao trabalho e muita fé”, diz a idosa.
Sua filha, Ledi Gomes dos Santos, enaltece a motivação e disposição de vida que a mãe tem. “Tenho um irmão em cada canto, aguns moram perto e outros não, mas todos têm orgulho da nossa mãe. Meu irmão, que mora perto dela, visita ela todos os dias, busca as vitaminas que ela toma e leva ela no banco. Mas, se dependesse da minha mãe, ela iria sozinha”, conta Ledi.


















































