Araricá – A rede de saúde do município conta, atualmente, com um posto 24 horas, que concentra atendimentos de urgência e emergência, além de duas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF).
Como forma de ampliar as ações na área, nesta semana, a prefeitura, através da Secretaria de Saúde, lançou o Programa Araricá Cuida Mais Diabetes. A iniciativa vai oportunizar mais qualidade de vida a pacientes com a doença. O projeto prevê a entrega de kits completos, não apenas as fitas de medição, incluindo também acompanhamento nas unidades básicas de saúde. “Identificamos que muitos pacientes não conseguem controlar a doença por falta de condições financeiras. Nosso objetivo é fornecer os recursos necessários e garantir um monitoramento mais eficiente”, explica o secretário Maximiliano Gomes da Silva.
O investimento é de aproximadamente R$ 7.600 até o final do ano. Além dos insumos, o kit conta com um chip que registra todas as medições realizadas pelo paciente. “O paciente utiliza o aparelho em casa e, depois, traz para a farmácia. Assim, conseguimos acessar todo o histórico de testagem e avaliar os indicadores de saúde”, detalha o secretário. Em outras cidades, a entrega de fitas de medição é uma prática comum, mas o modelo adotado em Araricá é mais completo.
Além do atendimento básico

O programa Araricá Cuida Mais Diabetes nasceu como uma política pública municipal para melhorar o atendimento de pessoas com diabetes. A proposta busca oferecer acompanhamento mais próximo e recursos que facilitem o controle da doença. “Queremos ir além, fornecendo um acompanhamento contínuo e personalizado, garantindo mais qualidade de vida e prevenção de complicações para quem convive com a doença”, pontua Max. O objetivo final é promover autonomia no monitoramento da glicemia, incentivar o autocuidado e melhorar a autoestima dos pacientes, unindo acompanhamento clínico e atenção humanizada para fortalecer a qualidade de vida de quem convive com a doença.
Pacientes terão acesso a kit

O prefeito de Araricá, Oseas Garcia, reforça que o programa é voltado para as pessoas com diabetes. “Essa proposta vai trabalhar na promoção de saúde, dando a eles cuidados e orientações de como prevenir doenças causadas pela diabetes. Além disso, os médicos vão avaliar cada paciente e nos dizer o que a gente tem que entregar para eles”, pontua.
Na primeira etapa, chamada de eixo 1, o projeto prevê a entrega de um kit diabetes — contendo aparelho medidor, fitas e acessórios — que registra os resultados em um chip, permitindo que médicos das UBSs acompanhem, remotamente, os dados de cada paciente. Inicialmente, o programa atenderá gestantes com diabetes gestacional, pessoas que utilizam insulina e pacientes que necessitam de insulinas especiais. Além disso, encontros com grupos de hipertensos e diabéticos acontecem nas unidades de saúde Maria Edith e Ana Néri, conduzidos por médicos e enfermeiros, com realização de testes de glicemia, aferição de pressão arterial e orientações de cuidado.
O médico da família, Felipe da Silva Santos, que atua na UBS Maria Edith da Costa, no bairro Estação, comenta a respeito do projeto. “O diabetes é uma doença crônica, não transmissível, e por ser crônica precisa de um acompanhamento. O monitoramento médico é necessário para controle dessa comorbidade. O glicosímetro, que é o dispositivo que vai ser dispensado junto com as fitas de HGT, serve para ver a glicemia capilar do paciente e por meio dessas verificações o médico consegue ver se o tratamento está funcionando, se o acompanhamento está adequado e se necessitam de outros tipos de intervenção”, pontua o médico.






















































