Por Agência Brasil
Gramado – Esqueça ruas lotadas, filas para acessar lojas e restaurantes. Apesar dos órgãos públicos estarem funcionando, a cidade está em clima de alerta máximo. Nas últimas semanas o prefeito, Nestor Tissot (Progressistas), determinou corte de gastos e usou a expressão ‘economia de guerra’ para classificar o momento que o município atravessa. Em decorrência da situação climática, o prefeito quer economizar recursos com obras que não são importantes. “Essas, serão postergadas e o ritmo será diminuído. Determinei que que os gastos extras sejam cancelados. O momento é de segurar o dinheiro que temos, pois temos muitas obras importantes, urgentes e necessárias para recuperar nos diversos pontos afetados”, declarou Tissot.
Nesta semana, Tissot se encontrou com o governador Eduardo Leite e com o secretário Estadual de Turismo, Luiz Fernando Rodriguez. O prefeito aproveitou e solicitou celeridade na recuperação da malha viária das estradas de acesso à região e tratou sobre fontes de financiamento de recursos para os setores público e privado. “Estamos cuidando dos necessitados, mas precisamos retomar nossa economia imediatamente, ao mesmo tempo em que reconstruímos áreas do nosso município. Seguimos trabalhando com todas nossas forças e recursos, contando com o apoio do Estado”, disse o Tissot.
Em recente entrevista, o prefeito deu a seguinte declaração. “O estrago em Gramado foi muito grande. Depois de três dias de sol, o solo ainda se movimenta. Estamos tendo deslizamentos, quase 140 pontos monitorados diariamente, ou mais de uma vez por dia, porque [o solo] ainda se movimenta”, afirmou o prefeito Nestor Tissot. “Estamos com 300 hotéis fechados, 250 restaurantes fechados, a economia toda fechada”, destacou o prefeito. De acordo com Tissot, são mais 1 mil pessoas desabrigadas, sem esperança ou expectativa de retorno rápido para casa.
Aeroporto fechado
Durante a reunião com o governador e demais gestores municipais, o prefeito de Gramado demonstrou preocupação com o prolongado fechamento do Aeroporto Salgado Filho, que segue alagado e não tem prazo para reabrir. Ele pediu esforço para retomar as rotas aéreas em Porto Alegre – via Base Aérea de Canoas – e voos por Caxias do Sul, cidade mais próxima, para garantir a retomada do fluxo de turistas, especialmente no período de inverno, que é alta temporada na região.
Outra preocupação é com a aquisição de materiais de contenção de encostas de morros. O prefeito pediu que o governo do estado ajude com recursos para essas obras.


















































