Dia a dia

Diálogo entre sapateiros daqui e da Argentina, em Sapiranga


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Debates | Federação Democrática dos Sapateiros do Rio Grande do Sul promoveu intercâmbio em Sapiranga, nos dias 9 e 10

Sapiranga – A rivalidade entre Brasil e Argentina não é segredo para ninguém. Entre os trabalhadores do setor calçadista, porém, a máxima não é verdadeira. Na semana passada, entre os dias 9 e 10 de fevereiro, um evento promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo do Vestuário (CNTRV) e Federação Democrática dos Trabalhadores na Indústria do Calçado/RS, reuniu sete membros do setor calçadista da Argentina e trabalhadores do setor de todo o estado do Rio Grande do Sul, com o objetivo de realizar um intercâmbio de experiências e conhecimentos sobre a classe, através de debates e palestras.



“A ideia era debater questões de conhecimento sobre o setor, falar sobre as condições de trabalho daqui e de lá, sobre tudo relacionado ao setor coureiro-calçadista, para sabermos como as coisas estão na Argentina, como funciona lá” explicou o presidente da Federação dos Sapateiros, João Batista Xavier. Já Horácio Jerez, secretário adjunto do Conselho Diretivo Nacional do Calçado da Argentina, destaca que esta foi a primeira vez em que os sapateiros do país vizinho vieram ao Brasil para trocar ideias.

O evento, que era exclusivo para a classe dos sapateiros, teve o apoio da União dos Trabalhadores na Indústria do Calçado da Argentina (UTICA) e promoveu também visitas a portas de fábricas do município, como Beira Rio e Paquetá. Participaram sindicalistas de todo o Estado, totalizando mais de 200 pessoas presentes nos dois dias.


Sapateiros falam da situação na Argentina

Na Argentina, há apenas um sindicato, com cerca de 30 membros, para toda a categoria. “Sou de Buenos Aires, onde o setor de calçado é maior, mas há outros polos espalhados pela Argentina”, explica Horácio. Ele ainda comenta que, diferente de como funciona no Brasil, na Argentina há sempre uma pessoa que visita as fábricas de calçado e serve de ligação entre a fábrica/trabalhadores e o sindicato. Conforme os sapateiros argentinos, algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da classe são o grande número de importações, a recessão e a falta de um programa do governo, para aumentar a competitividade do setor.

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