Sapiranga – Nas diferentes espécies e cores, elas dão vida para mais de 400 canteiros em Sapiranga, espalhados nas principais avenidas e pontos turísticos. Flor-símbolo da cidade, a rosa tem sido cultivada pela equipe da Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos.
Os seis profissionais são liderados por Gilberto Lenhardt, de 75 anos. “Nossa equipe é formada por pessoas que sentem orgulho do trabalho e que gostam de cuidar de rosas”, conta Gilberto, orgulhoso, ao lado de Andrisa Bloss, também da Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos. Ela conta que em 2025 houve uma mudança importante no cultivo das flores. “A partir desse ano, a gente foi em busca de técnicas para modernização. A equipe faz a limpeza dos canteiros e vira a terra com mais ferquência, o que ajuda a fortalecer a planta. Outra mudança é a limpeza dela, assim que a rosa fica velha, a gente faz a retirada, com corte. Isso também contribui para o melhor desenvolvimento da muda, que florece mais vezes”, explica Andrissa. Atualmente, Sapiranga conta com mais de 70 mil roseiras. “Por ano, em média, são adquiridas de 3 a 4 mil mudas novas”, conta Andrisa. Conforme a secretaria, neste ano, foram adquiridas 18 novas espécies, que se somam as outras dezenas espalhadas pelos canteiros do município. As espécies se diferenciam por cores e modelos.
Divididas por canteiros
Outro diferencial dos canteiros nesse ano, é a separação por espécie de rosas. “Uma das linhas é fazer canteiros por cor e espécie. Quando o turista chega, ou mesmo a comunidade local, vai conseguir diferenciar cada canteiro por um tipo de flor. Começamos a fazer isso esse ano”, conta Andrisa. Vale ressaltar que as mudas antigas, não são descartadas. Todas estão sendo replantadas. “Cada compra de nova espécie não substitui as antigas, pelo contrário, se soma às existentes”, explica ela.
Com a separação por tipos, a cada floração, os canteiros enchem ainda mais os olhos de quem se encanta com as flores.
Bairros participativos
A prefeitura incentiva o plantio de rosas na cidade e, há quem quer ajudar no cuidado. Se há uma praça ou um local que os moradores querem fazer o cuidado, a prefeitura investe no plantio e o morador ajuda no cuidado. “Já tivemos pessoas que nos procuraram com a vontade de ter rosa no bairro e essa parceria tem dado certo”, conta Andrisa, feliz que a comunidade se orgulha da flor-símbolo.
Uma vida dedicada ao cuidado delas
O olho dele brilha e o sorriso se abre. Há anos, o trabalho de cuidar dos canteiros de rosas é liderado por Gilberto. “Eu gosto muito”, garante ele, entre gargalhadas. Sobre a rotina, Gilberto conta que, em média, a manutenção dos canteiros acontece a cada 30 a 45 dias. “Durante o ano todo. A gente precisa estar em constante cuidado para retirar os inços, mexer na terra, fazer as podas; tudo para que a flor se fortaleça e venha cada vez mais bonita”, conta ele, que sabe explicar o diferencial de cada espécie.
Os canteiros, quando floridos, chamam a atenção e encantam. No entanto, Gilberto faz questão de alertar que a rosa não deve ser cortada pela comunidade. “A flor é patrimônio público e cortá-la ou furtá-la é crime. Hoje, a comunidade já está mais consciente, sabe que o correto é apenas admirar e fotografar, mas é importante sempre esclarecer. Cuidamos dos canteiros para que eles floresçam para todos e todos precisam respeitar”, disse ele.

















































