Nova Hartz – A Emef Bernardo Lenke, de Nova Hartz, realizou, no último sábado (15), a primeira Caminhada Antissacista. O evento reuniu estudantes, professores, famílias e comunidade, em alusão ao dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. A atividade teve início em frente à escola e seguiu até a Praça do Trabalhador, onde foram realizadas rodas de conversa, apresentações e sorteios de brindes.
O trabalho, conduzido pelas turmas da manhã e da tarde, nasce de um projeto contínuo no qual os estudantes são convidados a compreender suas origens, refletir sobre quem são e reconhecer os povos que formam a sociedade brasileira.
Segundo a professora Verlani da Silva, o estudo sobre a África é sempre o ponto de partida. As crianças são apresentadas à história do continente, às culturas e aos povos, construindo entendimento sobre as raízes que compõem o país. Esse envolvimento fez com que, ao escolherem os temas para o projeto científico deste ano, a maioria dos alunos optasse espontaneamente por continuar pesquisando sobre a África. Mesmo quando outros assuntos como meio ambiente, saúde e drogas apareceram como opções, a defesa do tema africano entre os estudantes foi tão forte que acabou sendo escolhida pela turma.
Conhecimento para transformar
Com isso, a turma do 5º ano se dividiu em dois eixos de pesquisa: enquanto a turma da tarde se dedicou ao estudo do combate ao racismo, analisando leis, personagens históricos e questões sociais, a turma da manhã focou especificamente nas mulheres negras e sua atuação na sociedade, investigando aspectos relacionados ao trabalho, aos direitos e à violência. Para a escola, trabalhar esses temas é fundamental diante de uma realidade em que mulheres e grupos diferentes ainda sofrem preconceito e agressões.
Trabalhando diferenças
A escola não trabalha apenas a questão africana ou a temática racial, mas sim as diferenças de forma ampla. O trabalho começa dentro da própria sala de aula: todos são diferentes, nomes diferentes, idades diferentes, pesos diferentes, alturas diferentes”.
Verlani da Silva, professora
Sou uma mulher negra e, quando cheguei à escola, fui acolhida pelo movimento. Ver alunos, famílias e comunidade envolvidas mostra o quanto esse trabalho fortalece valores de respeito e dignidade para a vida toda”.
Daniela Schneck, professora
Nosso projeto de combate ao racismo já realizou ações coletivas e agora promove uma caminhada. Na escola, o preconceito quase não tem espaço, e queremos levar essa conscientização para toda a cidade, contribuindo para uma sociedade melhor”.
Otávio da Silva, aluno
A parte de que mais gostei foram as oficinas de trança, que foram bem legais e reuniram bastante gente, com várias atividades interessantes. A parte mais difícil foi pesquisar sobre as mulheres, porque, por serem de gerações mais antigas, havia poucos relatos disponíveis”.
Laura Brizola, aluna




































A escola não trabalha apenas a questão africana ou a temática racial, mas sim as diferenças de forma ampla. O trabalho começa dentro da própria sala de aula: todos são diferentes, nomes diferentes, idades diferentes, pesos diferentes, alturas diferentes”.
Sou uma mulher negra e, quando cheguei à escola, fui acolhida pelo movimento. Ver alunos, famílias e comunidade envolvidas mostra o quanto esse trabalho fortalece valores de respeito e dignidade para a vida toda”.
Nosso projeto de combate ao racismo já realizou ações coletivas e agora promove uma caminhada. Na escola, o preconceito quase não tem espaço, e queremos levar essa conscientização para toda a cidade, contribuindo para uma sociedade melhor”.
A parte de que mais gostei foram as oficinas de trança, que foram bem legais e reuniram bastante gente, com várias atividades interessantes. A parte mais difícil foi pesquisar sobre as mulheres, porque, por serem de gerações mais antigas, havia poucos relatos disponíveis”.














