No coração de Sapiranga, um prédio antigo, localizado na Av. João Corrêa, carrega consigo parte importante da história da cidade. Construído em, aproximadamente, 1936, o edifício, hoje inventariado como patrimônio histórico do município, foi sede da Ordem Auxiliadora de Senhoras Evangélicas (Oase), uma organização de mulheres ligada à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), conhecida popularmente como a Igreja do Relógio.
A Oase foi fundada em 1º de agosto de 1913 por Lydia Dietschi, esposa do pastor Johann Rudolf Dietschi, que liderava a comunidade luterana na época. A organização tinha como principal objetivo desempenhar ações sociais, auxiliando a igreja e a comunidade em diversas iniciativas. O prédio, que hoje abriga um restaurante, foi o centro das atividades da Oase por décadas, além de ter desempenhado outras funções ao longo do tempo.
No sótão do prédio, por exemplo, funcionava o espaço da Juventude Evangélica, onde os jovens da comunidade se reuniam. Já na parte frontal, uma pequena sala abrigava a secretaria da comunidade, responsável pela tesouraria e outros trabalhos administrativos. Durante os anos 1980 e 1990, o local também serviu como sala de aula para a Escola Duque de Caxias, testemunhando o aprendizado de muitas gerações de sapiranguenses.
O prédio faz parte de um conjunto arquitetônico de relevância patrimonial, que inclui ainda a Escola Duque de Caxias e a antiga Casa Paroquial, hoje sede da Secretaria da Comunidade. Essas três edificações, todas pertencentes à IECLB, formam um importante marco histórico e cultural para a cidade. O conjunto é chamado de Frauenverein que, em alemão, significa “Sociedade de Senhoras”.
Atualmente, o prédio da antiga Oase foi alugado para um restaurante, mas sua história continua viva na memória da comunidade. A Oase, embora com atuação reduzida, ainda existe e se reúne no Centro Evangélico, localizado nas proximidades
O prédio, com sua arquitetura marcante e múltiplas funções ao longo dos anos, é um testemunho da trajetória da comunidade luterana e da própria cidade de Sapiranga. Sua preservação como patrimônio histórico é fundamental para manter viva a memória e a identidade cultural da região.
Por Luiza Simon – GR


















































