Sapiranga – N atural de Sapiranga, o ator Felipe de Paula construiu uma carreira consolidada no cinema, na televisão e no streaming, mas mantém na cidade onde cresceu as bases que moldaram sua trajetória pessoal e artística. Morador do bairro Amaral Ribeiro até os 18 anos, ele recorda com carinho o cotidiano simples e marcante da juventude. “Eu sempre morei no bairro Amaral Ribeiro. Na grande maioria do tempo na rua Visconde do Cairú. Vivi em Sapiranga até os 18 anos”, afirma.
Foi nesse ambiente que surgiram as primeiras referências culturais e o contato com a arte. “Meu primeiro contato com a arte foi em Sapiranga, fazendo teatro na escola. Ia também muitas vezes ao teatro Teleco, que é um teatro/circo itinerante, e eu não perdia um espetáculo”, relembra.
A decisão de sair da cidade veio em 1999, motivada pela busca por oportunidades. “Eu sempre quis ser ator e, infelizmente, não conseguia enxergar alguma possibilidade de viver de arte sendo ator em Sapiranga. As oportunidades estavam em Porto Alegre, no Rio de Janeiro e eu fui atrás delas”, conta.
Mesmo com uma carreira nacional, ele reconhece a influência direta da cidade em sua formação. “Sapiranga influenciou em muitos aspectos. Os meus primeiros passos de estudo também foram em Sapiranga, com a maravilhosa professora Claudia Beatriz da Silva, mais conhecida como Crau”, destaca.
Nos 71 anos do município, Felipe representa uma geração que leva o nome da cidade para o cenário artístico brasileiro sem perder o vínculo com suas origens.
Infância vivida no Amaral Ribeiro
Com uma infância marcada pela liberdade e convivência comunitária, Felipe de Paula guarda lembranças intensas do cotidiano em Sapiranga. “A lembrança da infância que eu tenho são as brincadeiras, as amizades, a liberdade né. Eu andava muito de Monareta na rua com os amigos”, conta.
O esporte também fazia parte da rotina. “A gente jogava futebol em um potreiro também. E às vezes pulávamos o muro pra jogar bola no campo do Cairú”, recorda. Já na adolescência, as experiências sociais e culturais ampliaram sua visão de mundo. “Lembro muito das festas nas casas dos amigos, das festas no Clube 19 de Julho e das tardes de domingo no Morro Ferrabraz”, relata.
O contato com a natureza e a convivência próxima com amigos marcaram uma fase decisiva. “Eu andava muito de bicicleta, ia até o morro pra ver asa delta, jogava futebol, vôlei de areia”, afirma. Essas vivências contribuíram para formar não apenas o artista, mas o cidadão. Também foram experiências que fortaleceram valores pessoais e criaram vínculos que ele mantém vivos até hoje.
Formação e primeiros passos na arte
A trajetória educacional de Felipe de Paula foi construída integralmente em Sapiranga, onde deu os primeiros passos rumo à carreira artística. “Eu fiz a pré-escola no Pedro Lenz. Da 1ª até a 5ª série foi no Duque de Caxias. Aí voltei para o Pedro Lenz e fiz de 6ª até 8ª. E o 2º grau no Estadual (IEE)”, relembra.
Foi nesse período que surgiu o interesse definitivo pela atuação. “Eu sempre ficava antenado pra saber sobre os espetáculos de teatro que tinha no Centro de Cultura e eu ia em todos”, afirma. O incentivo de educadores foi decisivo para despertar o talento. “Foi em Sapiranga que comecei a entender que queria seguir o caminho da atuação”, reforça.
Essas experiências reforçaram a convicção de seguir na arte e impulsionaram a decisão de buscar formação e oportunidades fora da cidade, consolidando o início de uma carreira que hoje alcança produções nacionais e internacionais. Foi ali que nasceu a confiança que guiaria sua decisão de seguir a profissão artística.
Carreira nacional sólida
Com atuação em múltiplas plataformas, Felipe de Paula construiu uma carreira sólida no audiovisual. No cinema, participou de filmes como Sal de Prata, 3 Efes, O Carteiro e Saneamento Básico, dirigido por Jorge Furtado e com Wagner Moura e Fernanda Torres no elenco. Na televisão e streaming, integrou produções da Globo como Desalma, Tapas e Beijos, Chapa Quente, Nos Tempos do Imperador, Éramos Seis e Joia Rara, além da série Samantha!, da Netflix. Atuou em produções da FOX, Warner e Multishow. Com mais de 100 comerciais, teatro, dublagem e locução, é um dos artistas sapiranguenses com maior projeção nacional.
Família é base e elo com Sapiranga
Mesmo vivendo em São Paulo, Felipe mantém laços profundos com Sapiranga por meio da família. “Os meus pais residem em Sapiranga assim como os meus irmãos, tios e primas”, afirma. As visitas acontecem sempre que possível, especialmente no fim do ano. “Eu sinto muita falta de estar perto, de poder conviver, de trocar com eles, dar um abraço… porque eles sempre foram minha base”, declara. O vínculo afetivo segue como referência em sua trajetória.






















































