Sapiranga – Ampliar o conhecimento sobre a doação de órgãos e esclarecer dúvidas da população estão entre os objetivos do II Simpósio Multiprofissional de Doação e Transplante de Órgãos, realizado nesta quarta-feira (30), no Hospital Sapiranga. Com o tema “Um sim, muitas vidas”, o evento reuniu profissionais, estudantes da área da saúde e comunidade.
Conforme o presidente da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-Dot), doutor Pedro Lima, cerca de 50 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante. Ele também aponta que aproximadamente 4,5 mil pessoas foram efetivamente doadoras no Brasil no último ano. Segundo Lima, a diferença entre os números mostra a dificuldade de atender a demanda por órgãos. O rim é o órgão mais transplantado no país.
Para a diretora executiva, Elita Hermann, levar informação à sociedade também contribui para desmistificar a doação e mostrar o impacto que a decisão tem na vida das pessoas. “A ideia aqui é levar um pouco desse conhecimento para a sociedade, desmistificar a questão da doação de órgãos e poder mostrar o quanto uma doação pode ser importante para salvar ou transformar uma vida”, destaca. A e-Dot é formada por colaboradores do hospital que atuam em diferentes etapas.
Diversos temas foram abordados
A programação contou com palestras durante a manhã e tarde, abordando diversos temas, como o processo de doação e transplante, o papel da família na decisão, o caminho até o transplante, a escritura pública e histórias reais de doação, espera e recomeço. O evento ocorreu próximo ao Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro. A participação foi aberta ao público, mediante a doação de 1 kg de alimento, reforçando o caráter beneficente.
“Um sim, muitas vidas”
É muito importante, porque ainda existe um mito muito grande sobre a doação de órgãos. Com o conhecimento das equipes técnicas, conseguimos levar essas informações para a sociedade, mostrando a segurança do processo e a importância da doação para salvar vidas”. Elita Hermann, diretora executiva
A doação acaba sendo uma consequência do aceite familiar e também das condições clínicas do paciente. Nosso evento busca ampliar a conscientização sobre esse tema. É um assunto delicado, que envolve dúvidas, questionamentos e também muitas crenças familiares. Por isso, precisamos ampliar o conhecimento e compreensão”. Dr. Pedro Lima, presidente da e-Dot
















































