Sapiranga – Mário José Machado Amoretti, 75 anos, é médico anestesiologista e completa 50 anos de contribuição no Hospital Sapiranga, neste ano.
Dr. Amoretti, natural de São Francisco de Paula, deu início à faculdade de medicina logo após concluir o ensino médio. Ele conta que a especialização em anestesiologia aconteceu por um acaso. “Durante a residência, o exército brasileiro me convidou para trabalhar no hospital militar, em Cruz Alta, no período da manhã, enquanto à tarde eu auxiliava uma equipe de anestesiologistas em outra instituição. Passei um ano inteiro fazendo anestesias. Agradeço por essa casualidade, pois hoje não me vejo em outra área da medicina”, relata.
Em 1976, ocupou a vaga de médico anestesiologista no Hospital Sapiranga e, assim que concluiu a faculdade, passou a morar na cidade. Nos primeiros anos, foi o único da instituição a trabalhar na área especializada. Em 1988, o médico Dirceu Muniz integrou ao hospital e trabalhou ao seu lado. Amoretti atuou, também, em diversos hospitais da região, ao mesmo tempo que esteve no Hospital Sapiranga. Posteriormente, decidiu dedicar-se exclusivamente à instituição sapiranguense.
No início da carreira no hospital, pela falta de médicos pediatras nas salas de cirurgias, ele também ficou responsável por atender os bebês que nasciam com alguma complicação.
Compromisso com a vida
O médico explica que cada anestesia que realiza é um desafio novo. “É um novo paciente, ninguém
é igual. Eu preciso avaliar, conversar e examinar o paciente. Em conjunto com o cirurgião, nos
adequamos à melhor prática anestésica para o caso”, comenta. O profissional ressalta, também, a
importância das evoluções na medicina ao longo de 50 anos, que foram indispensáveis para uma
melhor segurança e garantia nos procedimentos, tanto para o profissional, como para o paciente.
Laço e carreira no Hospital Sapiranga
Dr. Amoretti, ao longo de sua trajetória profissional, recebeu diversas propostas para trabalhar em outros hospitais e sair da instituição em Sapiranga, mas recusou todos os convites, pois possui, até hoje, grande apreço pelo lugar e pela equipe. Ele reconhece a importância do Hospital Sapiranga em sua história e agradece imensamente pelos longos anos de experiência no local. “Eu não imaginava completar tantos anos de serviço no hospital. Tudo isso é fruto de um trabalho em equipe. Desde o começo, fui muito bem recebido e sou muito bem tratado por cada um de meus
colegas”, diz.
Com mais de 100 mil anestesias realizadas, ele expressa satisfação ao receber o carinho de antigos pacientes. “Fico muito feliz quando encontro alguém na rua que agradece o meu trabalho. Muitos me contam que já ajudei na cesariana das esposas, ou que participei da melhora de uma complicação”, conta ele.
Apoio familiar é base da profissão
O médico ressalta como o apoio da família, em especial da esposa, é indispensável para uma
melhor entrega no dia a dia da profissão. “Se hoje eu cheguei onde estou, é tudo graças a minha
esposa. É ela quem me leva para o trabalho todos os dias e, quando nos despedimos, pede para que meu dia seja abençoado, para que eu consiga realizar todas as anestesias e para que eu não
esqueça de me alimentar”, conta.
Dr. Amoretti também fala sobre seus filhos e netos e o quanto se orgulha de cada um deles, independentemente das escolhas de vida e profissões. Dois dos três filhos também seguiram o caminho da medicina, embora o pai reforce que não tenha influenciado a escolha propositalmente.
Por Mariana Homem


















































