Comentário – A saúde mental está intimamente ligada ao funcionamento do eixo microbiota–intestino–cérebro, uma rede de comunicação bidirecional entre o trato gastrointestinal e o sistema nervoso central. A microbiota intestinal influencia a produção de neurotransmissores (como serotonina, dopamina, GABA), regula a inflamação, modula o estresse e afeta o metabolismo. Alterações negativas na microbiota (disbiose) podem aumentar a permeabilidade intestinal, ativar respostas inflamatórias e contribuir para sintomas neurológicos e comportamentais.
Algumas evidências clínicas já estão bem documentadas:
• Humor e Depressão: O uso do BifiZen® reduziu sintomas depressivos, ansiedade e vulnerabilidade ao estresse em adultos, além de melhorar marcadores inflamatórios e metabólicos.
• Sono e Fadiga: A suplementação com probióticos melhorou a qualidade do sono, reduziu a latência para adormecer e diminuiu a fadiga, especialmente em pessoas com determinado perfil de microbiota.
• Ansiedade: A cepa Weizmannia coagulans BC99 demonstrou potencial para reduzir sintomas de ansiedade e depressão, modulando neurotransmissores e reduzindo inflamação.
• Cognição e Envelhecimento: Probióticos como L. rhamnosus GG foram associados a ganhos em velocidade de processamento mental e flexibilidade cognitiva em idosos.
A resposta aos probióticos não é igual para todos. O perfil inicial da microbiota intestinal de cada pessoa pode determinar a eficácia da intervenção, reforçando a importância de estratégias personalizadas.
Os probióticos de precisão representam uma abordagem inovadora e promissora para a promoção da saúde mental, atuando de forma integrada sobre o eixo intestino–cérebro. Eles podem ser utilizados como estratégia complementar para melhorar sintomas de depressão, ansiedade, sono, fadiga e cognição. A escolha das cepas e a personalização do tratamento são fundamentais para maximizar os benefícios.
Por Débora Maria Kehl Trierweiler
CRF 2941
Farmacêutica integrativa
debora@apoteka.com.br











































