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Home Esporte

Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras

Redação Por Redação
08/05/2026 - 08:49
em Esporte
Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras
Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras
Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras
Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras
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Mães fanáticas por Inter e Grêmio: conheça a história de seis torcedoras
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Região – O amor pelo futebol move, une e provoca emoções que arrepiam. Vestir a camisa do time é viver algo difícil de explicar. E ser mãe, também. Quando essas duas paixões se encontram, nasce um sentimento ainda mais forte, que se transmite de geração em geração. Entre cantos de Grêmio e Inter, mães espalhadas pelo Rio Grande do Sul vivem intensamente a torcida, nos momentos bons e ruins, mantendo viva a paixão dentro de casa.

Neste Dia das Mães, a reportagem traz histórias de quem equilibra maternidade e futebol com o coração em campo. São relatos de mães gremistas e coloradas que transformam o amor pelo clube em laço familiar, mostrando que torcer também é uma forma de cuidar, ensinar e compartilhar emoções.

COLORADAS:

Amor que atravessa gerações

Entre as lembranças de infância de Andreia Meine, de 52 anos, está a melodia de “Papai é o maior, papai é que é o tal”, cantada na comemoração de um título do Internacional. Filha de colorados, ela afirma que nunca cogitou torcer por outro clube, o amor nasceu em casa e atravessou gerações. Ainda pequena, frequentava o Beira-Rio com o pai e, já adulta, manteve o hábito, tornando-se sócia em 2004.



Em dias de jogo, a rotina vira quase um ritual dentro de casa. “Assisto sempre no mesmo lugar, só com meus filhos, para não dar azar”, diz ela. Mesmo morando em Sapiranga, ela mantém o hábito de ir ao estádio sempre que possível, ocupando o mesmo setor desde a primeira vez.

Entre os momentos inesquecíveis, destaca o Mundial e a Libertadores de 2006. “Ficou marcado pelo gol do herói mais improvável, contra o time mais poderoso do mundo na época”, destaca. Já a final da Libertadores, vivida no estádio, teve um significado especial. Foi o jogo mais emblemático que já assistiu. Mãe de Gabriel Meine Mylius, de 21 anos, e Guilherme Meine Mylius, de 16, Andreia vê no futebol um elo familiar. “Minha influência, junto com o pai deles, hoje significa uma herança de família”, conta. Para ela, o sentimento vai além das arquibancadas. “Eles seguem e seguirão se divertindo, sofrendo nas derrotas e comemorando enlouquecidamente as vitórias”, finaliza.

“O Inter representa a paixão pelo futebol”

Colorada desde pequena, Giovana Wolfart Jara, de 50 anos, carrega um amor pelo Inter que atravessa gerações e até supera rivalidades dentro de casa. Mãe de João Vitor, colorado como ela, e Pedro Henrique, gremista, vive grenais intensos em família. “O João Vitor é colorado e meu parceirão de jogos, já o Pedro Henrique é gremista. Quando tem grenal, o bicho pega aqui em casa”, conta. Fanática, não abre mão dos rituais, usar a camiseta favorita e olhar o jogo no mesmo lugar fazem parte de suas superstições. Além disso, sempre que pode, está no Beira-Rio. “Cada jogo é uma experiência diferente”, diz ela. Entre os momentos marcantes vividos com o clube, destaca as finais da Libertadores de 2006 e 2010 e a conquista do Mundial. Hoje, com os filhos crescidos, celebra a parceria e resume. “Sou uma fanática pelo Inter e mãe parceira para ir nos jogos”, finaliza.

“O Inter está sempre no meu dia a dia”

Na casa de Meri Cipolato, de 61 anos, o Internacional é presença constante. A paixão começou na infância, influenciada pelo pai, e virou parte da vida. “Para mim, o Inter é um amor incondicional”, define. As conquistas da Libertadores e do Mundial estão entre as lembranças mais marcantes, mas é no estádio que guarda momentos especiais. Sócia, já viveu experiências com a família, como o book de 15 anos da filha mais nova no Beira-Rio e a entrada de outra filha em campo com Alexandre Pato. Ela guarda uma coleção de lembranças do clube, com camisetas, revistas, ingressos e outros objetos acumulados ao longo dos anos.
Mãe de Maximiliano, Nicoli, Steffani e Bárbara, ela viu a paixão atravessar gerações. Todos seguiram o mesmo caminho, assim como os netos.

GREMISTAS

Ser gremista é um sentimento inexplicável

Um amor que nasce junto. Para Adriane Moreira, de 42 anos, ser gremista nunca foi escolha. “Tu já nasce gremista. Tu não escolhe”, resume. Mãe de Pedro, de 19 anos, e Davi Gabriel, de 12, ela viu a paixão pelo clube atravessar gerações e fazer parte da rotina da família.

Em dias de jogo, tudo muda. A camisa do Grêmio é indispensável e a emoção toma conta. “Só quem está do meu lado sabe como é”, conta. Entre os momentos mais marcantes, Adriane destaca a primeira vez na Arena, em meio à luta contra o rebaixamento. Ainda assim, a experiência nas arquibancadas foi inesquecível. “A emoção da torcida é muito forte”, relembra.

A paixão também está na pele, com uma tatuagem, e, em casa, com bandeira e camisetas. Ao lado dos filhos, ela vive o futebol com união, assistindo aos jogos juntos sempre que possível. “É inexplicável ser gremista”, diz, ao resumir um sentimento que, para ela, vem desde o nascimento e só cresce com o tempo.

“Porque ser mãe não anula quem a gente é”

Enquanto o pai sempre torceu pelo Internacional, Juliana Soares Ramires, de 35 anos, seguiu o caminho oposto. A paixão pelo Grêmio começou ainda na infância, quando ganhou do padrinho a primeira camisa tricolor. “Foi amor à primeira vestida”, relembra. Desde então, o clube passou a fazer parte da rotina e da identidade dela. No dia a dia, Juliana acompanha notícias, assiste a jogos e se organiza para não perder nenhum detalhe. “É um sentimento que me dá alegria, emoção e até me ensina a lidar com momentos difíceis”, afirma.

Entre as lembranças mais marcantes está a “Batalha dos Aflitos”, em 2005, pela Série B, vivida com intensidade de quem viu superação em campo. No estádio, a emoção ganha ainda mais força. “Não é só assistir, é fazer parte de algo maior”, diz. Superstições e promessas também entram em cena nos dias decisivos. Mãe de Cecília, de 9 anos, Juliana compartilha a paixão em casa. A filha cresceu acompanhando os jogos e se diverte com as reações da mãe. “No fim, não é sobre escolher entre ser mãe ou torcedora. É sobre incluir quem tu ama naquilo que também faz parte de ti”, finaliza.

Sangue tricolor desde a infância

As cores azul, preto e branco sempre estiveram presentes na vida de Elisa Maria Goulart, de 40 anos. Gremista desde a infância, ela cresceu acompanhando o time e transformou a paixão pelo Grêmio em parte da própria identidade. Para Elisa, o clube representa emoções diárias, entre vitórias, desafios e momentos inesquecíveis. Entre as lembranças mais marcantes estão a primeira vez na Arena, as conquistas importantes e o encontro com o ídolo Pedro Geromel. “A força da nossa torcida é de arrepiar e não querer sair de lá”, relembra. A devoção também se manifesta nos detalhes: camisetas, bandeiras, superstições e até uma tatuagem. O amor pelo tricolor também segue dentro de casa. Mãe de Maria Eduarda, de 20 anos, e Yzadora, de 9, Elisa transmitiu às filhas a mesma paixão. “Ser gremista é parte de quem ela é”, afirma Maria, destacando que o sentimento da mãe nunca mudou, independentemente da fase do time.

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Tags: Dia das MãesGrêmioGrenalInter
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