Sapiranga – Conciliar a maternidade com o trabalho e os estudos faz parte da rotina de muitas mães. Em busca de crescimento profissional e qualificação acadêmica, as mulheres contam, muitas vezes, com o apoio de familiares para cuidar de seus filhos, seja no contraturno escolar, aos fins de semana ou em períodos de férias escolares. Ter uma rede de apoio às mães que precisam de ajuda
em prol de sua profissão ou estudos é fundamental.
Muitas vezes, as mães que não têm ajuda para cuidar de seus filhos quando não estão presentes, tomam a decisão de abandonar a carreira. Apesar de ser a solução mais viável no momento, compromete a vida financeira da família e, consequentemente, sua qualidade de vida.
Para além das dificuldades enfrentadas por essas mulheres, o contato de seus filhos com outros parentes, como os avós, os tios e os irmãos, traz diversos benefícios. Assim como as referências
de pai e mãe, a criança também necessita do contato com outros familiares, como os avós. Isso auxilia no desenvolvimento infantil e no fortalecimento de mais laços afetivos.
Carreira militar e os filhos
Luana Olkoski, de 33 anos, é militar há mais de uma década e mãe de três crianças. Ela depende do apoio da família com frequência para cuidar dos filhos, já que sua escala de trabalho é diferente, além do marido trabalhar fora do país. Durante os dias de semana, as crianças estudam em tempo integral na escola, o que lhe possibilita cumprir a jornada profissional. Quando trabalha à noite e aos fins de semana, os filhos ficam sob os cuidados da avó materna. “Sempre que sai a escala e vejo quais dias trabalharei à noite e aos fins de semana, me programo para deixar meus filhos com alguém. Quando minha mãe precisa trabalhar, recorro a outros parentes, como os irmãos mais velhos. Mas é muito difícil, pois a rotina deles precisa coincidir e sei que três crianças exigem uma grande atenção”, comenta a militar. Ela relata que já considerou buscar ajuda de cuidadores para não depender tanto da família, mas possui receio e desconfiança.
Mãe solo e a dedicação aos estudos
“Eu sempre busco explicar para ela sobre as minhas ausências. Toda a minha dedicação é voltada à minha evolução, mas principalmente para a minha filha”
Priscila Santos é mãe solo da menina Evelyn, de 8 anos. Pela manhã, ela se dedica aos estudos para o curso de enfermagem e ao empreendimento que tem com o namorado. Na parte da tarde, trabalha em um hospital. Após o divórcio com o pai da filha, foi determinado que as visitas ao
pai aconteceriam quinzenalmente, o que levou Priscila a contar com a ajuda da avó e da bisavó da criança na maior parte do tempo. “Pela manhã, enquanto estudo e empreendo, a Evelyn fica na escola. Já pela tarde, quando trabalho no hospital, a avó cuida dela para mim”, comenta Priscila.
A mãe conta que fica aliviada por ter pessoas da família disponíveis para ficar com a menina, enquanto pode se dedicar aos estudos e ao trabalho. Além disso, relata que seu empenho pela enfermagem a ajuda nos cuidados e afetos com a filha. “É um trabalho muito humano, de contato direto com as pessoas. Isso fez com que minha entrega materna com a Evelyn crescesse positivamente”, fala Priscila. Quando acontecem alterações na sua escala de trabalho, a mãe recorre à madrinha da filha.
Além da escola, o cuidado dos avós é indispensável
“Desde o nascimento do meu filho, os avós são muito presentes, ajudam em tudo o que eu preciso.
A relação deles é muito especial e cheia de amor. São avós maravilhosos e muito dedicados”
Assim como muitas mulheres, Manuéli Staub, de 20 anos, matriculou o filho Matteo, de 2 anos e 5 meses, em uma escola de educação infantil para poder se dedicar ao trabalho como vendedora
no comércio. Aos sábados, quando permanece na loja, conta com o auxílio de familiares para cuidar do menino, como seus pais e os avós paternos de Matteo. Os avós também são responsáveis por buscá-lo na escola, pois o expediente de Manuéli vai além do horário que a instituição fecha. “Como preciso trabalhar e arcar com outros compromissos, não consigo ficar com meu filho toda hora. Colocá-lo em uma creche foi a melhor escolha, tanto para mim, quanto para ele. Percebo que as aulas têm sido importantes para seu desenvolvimento e convivência com outras crianças”, relata a jovem. Em determinados dias após a aula na escola, os avós maternos
do Matteo cuidam dele na agropecuária onde trabalham e são proprietários.
Reportagem por Mariana Homem





















































