Sapiranga – Em meio ao calor intenso, moradores do loteamento Mundo Novo, no bairro Novo Centenário, em Sapiranga, enfrentam dias difíceis com quedas constantes de energia. As famílias, das ruas Margarida Maria Alves, 8 de Março e Isidor Nairto Wingert, relatam prejuízos e medo de novos danos, em um problema que já se arrasta há cerca de dois anos.
Segundo os moradores, qualquer chuva ou vento causa falta de luz, e as oscilações também são frequentes em dias quentes, principalmente no fim da tarde, quando aumenta o consumo. Moradores acreditam que a rede não tem potência suficiente ou sofre com sobrecarga em transformadores. O episódio mais recente ocorreu entre a noite de 11 de fevereiro e a madrugada do dia 12. Por volta das 22h, a energia começou a oscilar, caindo e voltando diversas vezes. O resultado foi a queima de eletrodomésticos como geladeiras, micro-ondas, fornos, TVs e ar-condicionado e placas.
O Grupo Repercussão entrou em contato com a central de atendimento, que orientou a abertura de solicitação por falta de energia e, em caso de recorrência, o registro de reclamação. Após esse encaminhamento, a assessoria de imprensa não retornou com novos esclarecimentos.
Solução definitiva
Após o ocorrido, foram abertos protocolos junto à concessionária RGE, com vistorias previstas. Enquanto aguardam retorno, as famílias não conseguem consertar os equipamentos, pois dependem da avaliação da empresa para serem ressarcidas pelos prejuízos. Nesse meio-tempo, enfrentam o calor e a insegurança. Como as casas são próximas, cresce o medo de curtos-circuitos e até incêndios. A comunidade pede uma solução definitiva para evitar novos danos.
PREOCUPAÇÃO
Há dois anos, convivemos com falhas após problema no transformador, e a empresa só faz conserto emergencial, sem revisar a rede; qualquer vento deixa a rua sem luz e, depois de uma descarga que queimou geladeira, TV e placas, sigo esperando retorno, porque como eletricista acredito que falta revisão séria e temo até incêndio se nada for feito”. Odacir Mendes, eletricista e morador
A gente perdeu bastante coisa e segue preocupado. Quando eu voltar ao trabalho, nem sei como deixar a casa, se com as coisas ligadas ou não. A rua e o bairro vivem com medo de que aconteça de novo, como já vem ocorrendo há dois anos. Esperamos que eles venham e resolvam o problema de uma vez”. Ana Figueiredo dos Santos, moradora
É complicado, porque não adianta conserto temporário. Tive prejuízo de cerca de R$ 10 a R$ 12 mil com coisas queimadas em casa. Já deu curto quando eu nem estava lá, escureceu o gesso dos LEDs e quase foi pior. A gente liga, faz protocolo, mas a solução não vem e o medo de acontecer algo mais grave continua”. Márcio Peralte, morador

















































