Sapiranga – Desde julho, a coordenação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Sapiranga foi assumida pela enfermeira Tatiane Georg da Silva. Ela comanda uma equipe de nove profissionais, entre técnicos em enfermagem e condutores. Além do Samu, ela também atua em uma unidade de sáude do município. “No Samu, ainda estamos fazendo ajustes, mas tenho uma equipe muito boa de trabalho e temos escala 24 horas para atender a comunidade. Eu amo a área da saúde e, principalmente, o atendimento de urgência e emergência. Não é uma área fácil de atuar, mas sou apaixonada e isso faz toda a diferença”, conta Tatiane.
Defensora do trabalho do Samu e ciente da importância para a comunidade, ela explica como é a regulação para solicitar atendimento. Para acionar, o morador liga para o 192 (ligação gratuita) e será atendido, inicialmente, por um técnico em enfermagem. “Ele vai fazer algumas perguntas. Quem está acionando o serviço precisa estar perto da vítima e passar as informações básicas e o endereço. Dependendo da situação, a ligação é redirecionada para um médico, que passa a orientar o morador. O médico já orienta a fazer algo, se for necessário naqueles minutos até a ambulância chegar”, conta ela.
TEMPO CRUCIAL PARA DESFECHO
Confirmando a necessidade do deslocamento da equipe, a própria regulação, que é de Porto Alegre, aciona a equipe de Sapiranga. “Temos segundos para deslocar e seguir o atendimento. Algumas pessoas acreditam que a ligação é perda de tempo, mas não é. A informação correta pode salvar vidas. Cada minuto ganho com a orientação correta, é primordial”, diz Tatiane.
Quando acionar?
O atendimento do Samu pode ser acionado por qualquer morador. No entanto, a orientação é de que a equipe desloque para casos com gravidade, que necessitem de atendimento imediato. Tatiane pontua alguns casos: dor forte do peito, suspeita de AVC (perda de força ou fala enrolada), desmaio prolongado, convulsão, acidente de trânsito com vítima, atropelamento, quedas de altura, choque elétrico, queimaduras graves, ferimentos provocados por tiro e ou faca e afogamento. “Esse cuidado de acionar quando realmente é necessário é muito importante. Realizamos, em média, 220 chamados por mês, e todo minuto é importante”, pontua.
Outro problema grave e que ainda faz parte da realidade das ligações feitas pela comunidade é o trote, repassando falsa chamada para a regulação. “Infelizmente, ainda temos muito disso.
Cada minuto perdido com uma ligação falsa, ou até um deslocamento desnecessário, impede o atendimento rápido de quem realmente precisa de ajuda e que pode estar correndo risco de morte”, alerta.
















































