Campo Bom – A frente da Prefeitura de Campo Bom foi palco de um protesto contra particularidades momentâneas da educação de Campo Bom. Dezenas de pais e responsáveis compareceram na Sede do Executivo, no Centro, para alertar sobre recentes adaptações feitas no setor.
Os manifestantes apontavam, diante de cenários notados pelos mesmos, a falta de professores, coordenadores e profissionais diversos da área, com uma consequente diminuição na atenção concedida aos estudantes, bem como os passageiros impactos negativos deste contexto. O posicionamento foi feito perante alterações efetivadas pelo prefeito de Campo Bom, Giovani Feltes, e sua equipe, logo após o início do ano letivo de 2025.
Paralelo ao protesto, a prefeitura convocou uma coletiva, justificando os atos e apresentando números que, em tese, colocam o contexto educacional como estável e otimizado. No diálogo e também através de um documento disponibilizado, são citados alguns desfalques no quadro de servidores, em 2024 e 2025, por motivos como licença saúde, aposentados e, até mesmo, faltas não justificadas. Deste último grupo, são 237 horas prejudicadas neste ano, causadas pela ação de 73 colaboradores da área.
Na descritiva, ainda são citadas as estruturações e critérios que resultaram na redução de quatro vice-diretores e seis coordenadores pedagógicos, onde estes teriam “suas cargas horárias direcionadas para sala de aula”. A justificativa da Administração campo-bonense, para tanto, exemplifica situações semelhantes acompanhadas em outros municípios da região.
Por fim, a Prefeitura de Campo Bom já confirma a tomada de providências. Na iniciativa, são citadas as contratações emergenciais de 128 profissionais, de níveis distintos da educação e na limpeza.
Surpresa dos pais
Além do protesto de pais e responsáveis e da coletiva de imprensa, o encontro da terça-feira registrou um momento de diálogo entre a Administração Pública, na figura do prefeito Feltes, e da comunidade. Além de seu pronunciamento e de suas explicações, o chefe do Executivo ouviu os pedidos e reclamações da comunidade.
Janaina Goldani e Márcia de Castro, mães de estudantes e protestantes, relatam a surpresa com os acontecimentos. Da mesma forma, ambas esperam que mudanças sejam tomadas e que a cidade retome à posição de referência na educação.
Avaliações e pedidos
Giovani Feltes, prefeito de Campo Bom. “Acabamos observando mais nitidamente uma coisa que se chama quadro por escola e quadro por sala, para sabermos exatamente nossas reais necessidades, aquilo que pretendemos e, tanto quanto possível, fazer com o menor número de pessoas eventualmente”.
Mara Daubermann, secretária de Educação. “Atendemos 100% dos alunos do fundamental infantil. Não só no início do ano letivo, mas durante todo o ano, existem fatores que podem influenciar o número de profissionais que estão dentro das escolas, e que fogem do controle de todos nós. Importante pontuar que não houveram exonerações, mas, sim, adequações no quadro de servidores”.
Janaina Goldani, mãe de estudante Emef Rui Barbosa. “Fomos surpreendidos na escola dos nossos filhos por falta de vários professores, com pessoas da coordenação e da direção exercendo a função de professor em sala de aula, e deixando suas atividades de direção de lado para atender as crianças, de forma improvisada e inadequada”.
Márcia de Castro, mãe de estudante Emef Rui Barbosa. “Acreditamos que esse movimento (dos pais) gerou uma mobilização da Administração para chamar cargos de emergência, que já tinham sido solicitados e que o prefeito não havia assinado. Nosso medo é só que piore, porque segundo ele (prefeito), vai se espelhar em municípios vizinhos”.
Por Bruno Morais






















































